Descoberto fármaco eficaz nos casos mais graves de malária

Estudo português publicado na “PNAS”

19 agosto 2009
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Um fármaco – com efeitos idênticos aos de uma enzima natural – consegue proteger contra as formas graves da malária sem favorecer o aparecimento de estirpes resistentes do parasita, revela um estudo do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), publicado na revista norte-americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

 

Uma equipa de investigadores portugueses do Laboratório de Inflamação do IGC, liderada por Miguel Soares, demonstrou que os ratos infectados com o parasita Plasmodium produzem níveis elevados da enzima heme-oxigenase-1 (HO-1), que degrada os grupos heme livres e, deste modo, protege os roedores infectados das formas mais graves da malária.

 

A equipa já tinha observado anteriormente que a multiplicação do parasita dentro dos glóbulos vermelhos leva à sua ruptura e à libertação de hemoglobina no sangue, onde, por sua vez, liberta os chamados grupos heme, causadores dos sintomas graves da doença, explicou o líder da investigação à agência Lusa.

 

Esta nova investigação, realizada em cobaias infectadas, permitiu constatar que o mesmo efeito provocado pela enzima HO-1 pode ser obtido através da administração do fármaco anti-oxidante N-acetilcisteína (NAC).

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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