Descobertas no fundo do mar

Enzimas podem ajudar a combater a Sida

04 setembro 2005
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Duas enzimas com possíveis aplicações em tratamentos contra a Sida foram descobertas no Mar Mediterrâneo por seis investigadores europeus. Com estruturas desconhecidas até o momento, estas enzimas poderiam ser utilizadas na síntese de novos antibióticos beta-lactâmicos, revela a revista "Chemistry and Biology".
 

 

Uma das enzimas é capaz de separar de forma eficaz os enantiómeros, tipos de compostos utilizados na maioria dos fármacos. Estas substâncias, conhecidas pelas suas capacidades anti-inflamatórias e anti-tumorais, têm uma fórmula molecular idêntica, mas não as mesmas propriedades. Por isso o uso de mais de uma delas em um só remédio causa efeitos secundários.
 

 

A enzima é capaz de separar eficazmente os enantiómeros R e S, pertencentes ao grupo dos álcoois primários solketal. Neste caso, apenas o enantiómero R tem actividade biológica nos tratamentos contra a Sida. Por isso é necessário separá-lo do tipo S, o que até agora só tinha sido obtido por meios químicos e de forma muito complicada.
 

 

Segundo Manuel Ferrer, do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) de Espanha, a descoberta foi feita a 3.550 metros de profundidade. Os investigadores encontraram outras três enzimas de interesse científico, todas situadas numa cavidade formada há aproximadamente seis milhões de anos, caracterizada por uma elevada concentração de sal e enxofre e pela ausência de oxigénio e luz.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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