Descobertas em tendões células tronco que se pensavam inexistentes

Descoberta publicada na revista “Nature Cell Biology”

02 dezembro 2019
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Um estudo liderado por Chen-Ming Fan, do Instituto da Ciência Carnegie, descobriu que os tendões no joelho afinal possuem células tronco, ao contrário do que se pensava.
 
Os tendões são tecidos conectivos que seguram o músculo ao osso. Melhoram a estabilidade e facilitam a transferência da força que nos permite mover, mas são muito suscetíveis a lesões.
 
Depois de danificado, o tendão raramente recupera totalmente, levando a mobilidade reduzida, dor e cirurgia. As responsáveis são as cicatrizes fibrosas que danificam a estrutura do tecido do tendão. Dada esta dificuldade de recuperação, acreditava-se que não existiam células tronco nos tendões.
 
As células tronco são células “em branco” de qualquer tipo de tecido que não se diferenciaram na sua funcionalidade. Por exemplo, as células tronco dos músculos podem transformar-se em células musculares.
 
Neste estudo, a equipa definiu todas as células do tendão patelar, por baixo da rótula, e descobriu as células tronco.
 
Os investigadores descobriram ainda que as células precursoras das cicatrizes fibrosas e as células estaminais do tendão se formam ambas nas células protetoras que rodeiam o tendão. Ambas são estimuladas a entrar em ação pela mesma proteína, o fator A de crescimento derivado de plaquetas.
 
Neste sentido, as células tronco têm de ser competitivas com as células precursoras fibrosas. Quando estão alteradas e não respondem ao fator de crescimento, apenas as células fibrosas entram em ação e nenhuma célula de tendão nova se forma, o que explicará a dificuldade de cicatrização.
 
Fan explica: “As células tronco do tendão existem, mas têm de se sobrepor às células precursoras fibrosas para prevenir a formação de cicatrizes fibrosas.” Uma alternativa terapêutica seria bloquear as células precursoras fibrosas e potenciar as células tronco do tendão.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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