Descobertas células que sinalizam doenças autoimunes

Estudo do Instituto de Medicina Molecular, Lisboa

16 agosto 2017
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Uma equipa de investigadores descobriu um novo tipo de células reguladoras do sangue humano, anunciou a agência Lusa.
 
Segundo o achado do Instituto de Medicina Molecular (IMM) de Lisboa, as células conhecidas como T reguladoras foliculares, funcionam como indicadores de doenças autoimunes e são formadas sempre que existe produção de anticorpos.
 
As células aumentam transitoriamente após uma vacina, mas estão sempre em grande quantidade em pessoas com síndrome de Sjögren, uma doença crónica inflamatória autoimune.
 
A equipa de investigadores, liderada por Luís Graça, descobriu que as células T reguladoras foliculares são um marcador de respostas imunitárias, mas não são um indicador direto da capacidade de produção de anticorpos, como se explica nos resultados da investigação.
 
Luís Graça explicou que o trabalho permitiu identificar uma diferença entre as células T reguladoras foliculares que estão no sangue e as que estão em determinados tecidos; no sangue, são imaturas e não cumprem a função de regulação e nos tecidos estão completamente formadas.
 
No sangue de uma pessoa com uma doença autoimune pode haver excesso de células imaturas, que indicam a existência da doença, mas que não regulam a produção de anticorpos. Luís Graça ainda não tem uma explicação para tal, para a existência de tantas células ou para o facto de serem imaturas. “Será que nos tecidos não conseguem maturar?”, questiona.
 
Em colaboração com o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e de centros de saúde, foi possível comparar o que se passava no sangue, mas ao mesmo tempo em tecidos, como nas amígdalas de crianças operadas no hospital.
 
E foi então que verificaram a diferença entre as células imaturas no sangue e as completamente formadas nos tecidos (amígdalas, gânglios linfáticos, glândula timo e sangue do cordão umbilical). E perceberam que uma pessoa com muitas células T reguladoras não consegue necessariamente impedir a produção de anticorpos anómalos, porque só as células dos tecidos é que o conseguem fazer.
 
“O grupo está agora a investigar o que acontece a estas células em outras doenças autoimunes com o intuito de avaliar o seu potencial não só para diagnóstico, mas também para identificar quais os doentes que podem beneficiar de medicamentos que interferem com a produção de anticorpos prejudiciais”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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