Descobertas células que fazem a reparação dos danos da espinal medula

Estudo publicado na revista "Science"

12 julho 2011
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As células que realizam a cicatrização na espinal medula são, na sua maioria, os pericitos, e não as células da glia, como a ciência acreditava há mais de um século, segundo um estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo, Suécia, publicado na edição online da revista "Science".

 

O estudo traz dados que poderão ser usados em novos tratamentos para pacientes que se encontram em recuperação após uma cirurgia do sistema nervoso central (SNC).

 

As lesões no cérebro ou na espinal medula raramente curam totalmente, o que conduz à incapacidade funcional permanente do paciente. Após a lesão no SNC, os neurónios afectados são perdidos e, em grande parte, substituídos por uma cicatriz muitas vezes referida como a cicatriz glial, devido ao abundante apoio das células gliais.

 

Embora este processo tenha sido conhecido pela ciência há mais de um século, a função do tecido cicatricial tem sido questionada. No entanto, existem dados de que as células gliais estabilizam o tecido e inibem o crescimento de fibras nervosas danificadas.

 

Neste estudo, liderado por Jonas Frisén, os cientistas demonstraram que a maioria das células da cicatriz na espinal medula danificada não são  células gliais, mas derivam de pericitos, um pequeno grupo de células localizadas ao longo dos vasos sanguíneos.

 

Segundo o estudo, os pericitos iniciam a sua divisão assim que  ocorre a lesão, dando origem a um conjunto de células de tecido conjuntivo que migram para a lesão para formarem uma grande parte do tecido da cicatriz. O trabalho também mostra que essas células são necessárias para recuperar a integridade do tecido, e que, na ausência dessa reacção, aparecem “buracos” no tecido, em vez de cicatrizes.

 

Há muitos anos que os cientistas tentam modular a formação da cicatrização após os danos no SNC, a fim de facilitar a recuperação funcional, e têm-se concentrado sobre as células gliais. No entanto, essas novas descobertas indicam um mecanismo até agora desconhecido para a formação de cicatrizes após os danos no sistema nervoso. Segundo o comunicado de imprensa, estes novos dados incitam a que se faça uma investigação mais aprofundada para saber se a modulação dos pericitos após a lesão do SNC pode estimular a recuperação funcional.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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