Descoberta relação entre o sol e os ataques cardíacos

Perturbações electromagnéticas interferem no coração

19 abril 2005
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Um estudo de investigadores cubanos relaciona as perturbações electromagnéticas, originadas pela actividade solar, com a frequência do enfarte agudo de miocárdio, em pessoas propensas a sofrer ataques cardíacos.
 

 

Ao longo de nove anos, o físico Ramón Rodríguez Taboada e o engenheiro Pablo Sierra Figueredo investigaram essa relação e apresentaram os resultados do seu estudo na Primeira Convenção Cubana sobre Ciências da Terra, que ocorreu recentemente em Havana.
 

 

O estudo, intitulado «Frequência de morbilidade por enfarte agudo do miocárdio e a sua relação com a actividade solar e geomagnética», teve como objectivo ver como se modificava a distribuição na ocorrência dos enfartes com a actividade solar.
 

 

«O nosso objectivo é levar outros especialistas, em particular os das ciências biológicas, a perceberem que estamos rodeados de um meio electromagnético que faz parte também do meio ambiente e ao qual geralmente não se presta atenção», apontou o doutor em ciências Rodríguez Taboada.
 

 

Para o estudo, os cientistas tomaram como base uma amostra de 5.172 pessoas, de diversas idades e ambos os sexos, com diagnóstico de enfarte em salas de cuidados intensivos de cinco importantes hospitais de Havana.
 

 

O enfarte de miocárdio é considerada a primeira causa de morte em Cuba, segundo as autoridades.
 

 

No trabalho, também foi usado um software para comparar os dados fornecidos pelos hospitais com informações sobre as séries de tempestades electromagnéticas registadas no país. O ciclo de actividade solar tem um período de aproximadamente onze anos e, segundo os investigadores, recolheram informações de todo esse tempo.
 

 

Os resultados indicaram que a morbilidade por enfarte aumentou entre os cubanos, maiores de 64 anos, depois de uma tempestade geomagnética e que, contrariamente ao que se pensava _que o Verão favorecia a doença _ os meses de Inverno mostraram uma maior ocorrência.
 

 

Os investigadores consideraram que o estudo possa constituir no futuro uma ajuda à prevenção do enfarte, se forem levados em conta os prognósticos da actividade solar.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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