Descoberta proteína "protectora" na Hemocromatose Hereditária

Estudo da Universidade do Porto publicado no “Free Radical Biology and Medicine”

08 janeiro 2008
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Investigadores da Universidade do Porto (UP) concluíram que os doentes com maior quantidade da proteína Calreticulina nas células apresentam sintomas mais ligeiros de Hemocromatose Hereditária, uma doença caracterizada por excesso de ferro nos tecidos, sobretudo do fígado. O estudo foi publicado no “Free Radical Biology and Medicine”.  

 

A Hemocromatose Hereditária afecta cerca de três em cada mil portugueses e quando não diagnosticada e tratada pode provocar Cirrose Hepática, Diabetes, Impotência, problemas cardíacos e Cancro do Fígado.  

 

"Os níveis de Calreticulina em cada indivíduo, os quais são controlados por uma grande variedade de factores, parecem ser importantes para que uma pessoa com a mutação no gene hfe venha a desenvolver sintomas mais ou menos severos de Hamocromatose”, refere a nota de imprensa enviada pelo Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da UP.  

 

"Esta proteína tem um papel protector contra o “stress” causado pela acumulação de ferro e de proteínas com conformação incorrecta em células do fígado, típicos da Hemocromatose", explica o investigador Jorge Pinto, no documento.  

 

O estudo teve duas abordagens distintas: uma com a utilização de células com origem no fígado e outra onde foram estudadas células do sangue de doentes com Hemocromatose. Ambas provaram que a aquela proteína tem um papel "protector" no contexto da doença.  

 

Fonte: Lusa  

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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