Descoberta proteína promotora de cancro e doenças cardiovasculares

Estudo apresentado na conferência da American Chemical Society, EUA

27 agosto 2012
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Um estudo recente sugere que a presença de elevados níveis de uma proteína no sangue, a galectina-3, possa conduzir ao aumento do risco de ataque cardíaco, cancro e de outras doenças, bem como ajudar a prever o progresso e resultado das mesmas. O mesmo estudo aponta para a criação de uma substância bloqueadora dos efeitos da proteína galectina-3.

 

As conclusões do estudo conduzido pelo Dr. Isaac Eliaz,  foram apresentadas no 244º National Meeting & Exposition da American Chemical Society, EUA, a maior sociedade científica do mundo. O estudo sobre os efeitos do excesso da proteína galectina-3 no organismo contou com 8 mil participantes, tendo demonstrado que o grupo com os níveis mais elevados de galectina-3 registara uma taxa de mortalidade três vezes superior à do grupo com os níveis mais baixo dessa proteína.

 

Durante a sua apresentação, o médico defendeu a introdução de um novo teste sanguíneo à proteína galectina-3 para a determinação do risco e prognóstico de numerosas doenças. O investigador demonstrou ainda que a pectina cítrica modificada, que é produzida a partir da parte branca da casca dos citrinos, pode limitar e bloquear o excesso da atividade da proteína galectina-3.

 

O investigador explicou que o organismo não tem a capacidade de absorver a pectina cítrica natural, a qual percorre o trato gastrointestinal sem ser digerida. Se esta for modificada de forma a permitir a sua absorção pelo organismo, poderá bloquear os efeitos negativos da galectina-3.

 

Estudos efetuados recentemente demonstraram que a presença de elevadas quantidades de galectina-3 no sangue em muitos pacientes com cancro contribuía para a sua disseminação com do aparecimento de metástases através de numerosos mecanismos. Os níveis elevados de galectina-3 estão associados a inflamações, fibrose, doenças cardiovasculares progressivas e ao avanço do cancro.

 

O Dr. Isaac Eliaz dissertou sobre a aplicação de um sérum de galectina-3 como uma ferramenta para os prognósticos de risco, tendo explicado como funciona a pectina cítrica modificada na inibição da galectina-3. Foram também apresentados estudos sobre os efeitos da pectina cítrica modificada: anticancerígenos, ativação imunitária, desintoxicação de metais pesados e sinergia com extratos botânicos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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