Descoberta nova forma de proteger sangue de danos provocados por quimioterapia

Estudo publicado na “Cell Reports”

23 outubro 2012
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Uma equipa de investigadores da Yale University, EUA, descobriu um novo método que poderá ajudar, no futuro, os pacientes oncológicos que são submetidos a tratamentos de quimioterapia a manterem as células sanguíneas saudáveis.
 

Para além de destruírem as células cancerígenas, os tratamentos de quimioterapia matam também as células sanguíneas, podendo resultar em consequências fatais para o paciente.
 

Jun Lu, líder da equipa de investigadores, é professor assistente de genética no Yale Stem Cell Center e no Yale Cancer Center e dedica-se à investigação da regeneração das células sanguíneas, mais particularmente ao estudo do papel desempenhado pelas partes minúsculas de material genético chamadas microRNA na produção de sangue e à função das células estaminais progenitoras das células sanguíneas, que ajudam na determinação do tipo de células sanguíneas criadas. A quimioterapia destrói esse tipo de células progenitoras, dificultando assim a regeneração sanguínea.
 

Enquanto os glóbulos vermelhos podem ser repostos através de transfusões de sangue, com os glóbulos brancos e as plaquetas a regeneração é difícil, e muitas vezes não se processa eficazmente, deixando assim os pacientes vulneráveis a infeções e hemorragias.
 

Publicado na revista “Cell Reports”, o estudo incidiu sobre uma nova técnica empregue na análise simultânea de quantidades elevadas de microRNA em ratinhos vivos, tendo a equipa de investigadores conseguido identificar muitos microRNA que desempenham um papel na formação de sangue.
 

Ao incapacitarem um desses microRNA, o miR-150, aperceberam-se que os ratinhos conseguiam regenerar, de forma mais eficiente, glóbulos brancos e plaquetas, cuja quantidade tinha sido reduzida após tratamento de quimioterapia. Os ratinhos que não exibiam este microRNA não demonstraram efeitos adversos no estado de saúde. No entanto, os ratinhos com miR-150 ativo demonstraram dificuldades na produção de novas células sanguíneas.
 

Sobre esta descoberta, Jun Lu comentou que “esperamos que a descoberta de microRNA específicos envolvidos na formação de sangue nos conduza a formas de não só ajudarmos os pacientes oncológicos a sobreviverem à quimioterapia, mas também a tornarem-na mais eficiente”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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