Descoberta hormona que pode explicar abortos

Estudo associa hormona a aborto prematuro

09 outubro 2001
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Estudos preliminares realizados nos Estados Unidos, com ratos e células humanas, revelam a descoberta de uma deficiência numa hormona que poderá estar por detrás de muitos abortos.
 

 

A hormona dá pelo nome de corticotropina, e é normalmente libertada pela mãe depois de o embrião ser implantado no útero. As investigações concluíram que o embrião fica vulnerável aos ataques dessa hormona, libertada pelo sistema imunitário da mulher grávida, propagando-se no embrião como se de um vírus se tratasse, provocando o aborto.
 

 

As investigações sugerem ainda que essas mulheres não conseguem avançar com a gravidez porque não conseguem controlar as reacções estranhas no seu sistema imunitário.
 

 

Corticotropina
 

 

A hormona para liberação de corticotropina (CRH, sigla para corticotropin-releasing hormone) é libertada pela mãe e pelo embrião logo após o implante no útero. Mas, os investigadores descobriram que sem esta hormona, o embrião pode ficar vulnerável ao ataque do sistema imunológico materno.
 

 

O CRH provoca a produção de uma proteína chamada Fas ligand (FasL) que impede o ataque das células imunológicas da mãe. Sem o CRH, estas células tratariam o embrião como um vírus ou outro invasor, já que metade do material genético do embrião é estranho ao organismo materno, dado que deriva do pai.
 

 

As novas descobertas, publicadas na revista Nature Immunology (Ver Nature), reforçam a teoria que algumas mulheres não conseguem manter uma gravidez porque não são capazes de controlar estas reacções imunológicas.
 

 

Os resultados desta experiência ajudarão os cientistas a desenvolver drogas para tratar a deficiência de CRH e a pré-eclampsia, uma situação da gravidez tardia marcada por hipertensão (tensão arterial elevada) , proteinúria (proteínas na urina) e endemas (acumulação excessiva de fluído intercelular).O distúrbio é associado a altos níveis de CRH no fim da gestação.
 

 

Para evitar estas complicações, os investigadores descobriram que a proteína FasL ajusta-se a uma molécula, nas células do sistema imunológico, e instrui estas células a «suicidarem-se» antes que ataquem o embrião em desenvolvimento.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

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