Descoberta forma de diagnosticar bexiga hiperactiva

Estudo português vence prémio da pela Associação Europeia de Urologia

16 março 2011
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Um estudo português que aponta uma possível forma de diagnóstico e monitorização da bexiga hiperactiva foi galardoado com o prémio para o melhor trabalho (área não oncológica) pela Associação Europeia de Urologia (AEU). O estudo contou com investigadores do da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e do Hospital São João.

 

A síndrome da bexiga hiperactiva é uma doença do tracto urinário baixo, caracterizada pela presença de imperiosidade, com ou sem incontinência, normalmente associada a poliaquiúria (necessidade de urinar muitas vezes e em pequenas quantidades) e noctúria (vontade de urinar durante a noite), refere a nota enviada à imprensa pelo IBMC. A prevalência da bexiga hiperactiva na Europa é de aproximadamente 12%.

 

 “Dado que a prevalência deste problema aumenta com a idade, é provável que os custos associados à bexiga hiperactiva aumentem futuramente, como consequência do envelhecimento da população”, explicam os investigadores, em comunicado, sublinhando que “não existe cura nem qualquer teste objectivo para diagnosticar a bexiga hiperactiva”.

 

No trabalho, os investigadores verificaram que nos indivíduos saudáveis os níveis urinários de BDNF  (factor neurotrófico derivado do cérebro) eram muito baixos. Pelo contrário, nos doentes com bexiga hiperactiva, a concentração de BDNF na urina era significativamente maior e correlacionava-se com a severidade dos sintomas. Após introdução de alterações comportamentais (por exemplo, redução da quantidade de líquidos ingerida, abandono do consumo de bebidas gaseificadas e/ou com cafeína), que constituem a primeira linha de intervenção nesta patologia, os níveis de BDNF na urina baixaram.

 

Estes resultados indicam que os níveis de BDNF urinário correlacionam-se com a severidade da doença e apontam para uma possível utilização do BDNF urinário no diagnóstico e seguimento desta patologia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

Bexiga hiperativa e incontinência por imperiosidade

Tenho 51 anos, mas já há reca de 7 anos que fiz exames de diagnóstico e que foi confirmado pelo urologista que eu tinha/tenho bexiga hiperativa e incontinência por imperiosidade muito elevada (não tenho incontinência de esforço). Mas a minha necessidade de urinar é em quantidade normalissima, ainda que tenha esvaziado a bexiga meia-hora atrás. Para agravar a situação a incontinência de urgência limita grandemente a minha vida, em termos de qualidade de vida e de poder cuidar e ou tratar conveniente da minha saúde a outros niveis. Beber água. só quando há WC perto, logo ali.
Já fiz fisioterapia aos músculos pelvicos, dá resultado mas são necessários 40 ou mais sessões e é muito dispendioso, só a nivel particular é que há e em Lisboa (a 40 km da minha rsidência) são duas ou três clinicas que têm o equipamento próprio e os técnicos para esse tipo de fisioterapia.
Muito complicado!!!
Mas quanto mais tarde for efectuado o diagnóstico mais tarde poderá ser tratada a situação, aconselho a que todas as mulheres vão ao médico e contem o que se passa, Eu fiz, embora o tratamento não seja tão acessivel quanto deveria ser!

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