Descoberta explicação para casos mais graves de H1N1

Estudo publicado no “Journal of Critical Care”

18 dezembro 2009
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Cientistas canadianos e espanhóis descobriram porque é que algumas pessoas desenvolvem pneumonia grave quando infectadas pelos vírus pandémico H1H1, revela um estudo publicado no “Journal of Critical Care”.

 

Para o estudo, investigadores do Hospital Clinico Universitario de Valladolid, em Espanha, e da University Health Network, no Canadá, analisaram os níveis de moléculas mediadoras e reguladoras da resposta imune em 50 indivíduos tratados em dez hospitais espanhóis durante o primeiro surto pandémico, entre Julho e Agosto de 2009. Desse total, 20 eram pacientes hospitalizados, 15 tinham sido atendidos nas consultas externas e outros 15 fizeram parte do grupo de controlo.

 

O estudo revelou que os pacientes com a forma mais grave da doença apresentavam níveis mais elevados de interleuquina17 (IL-17) no sangue do que os pacientes com sintomas moderados.

 

A IL-17, molécula que é produzida por um tipo específico de células T, as Th17, tem um papel importante na regulação dos glóbulos brancos, os quais têm como principal função combater as infecções. No entanto, de acordo com estudos anteriores, é sabido que um aumento excessivo desta interleuquina conduz ao aparecimento de inflamação e de doenças auto-imunes.

 

Em comunicado de imprensa, David Kelvin, líder dos investigadores canadianos e coordenador da Experimental Therapeutics Division do Toronto General Hospital Research Institute, University Health Network, afirma que “em casos raros, o vírus provoca infecções pulmonares que requerem o internamento dos pacientes. Se se conseguisse bloquear as células Th17 seria possível reduzir a inflamação nos pulmões e acelerar a recuperação”. Contudo, David Kelvin salientou também que a aplicação clínica deste trabalho está ainda muito longe.

 

No entanto, o investigador refere que um teste que determine quem tem níveis elevados desta molécula será possível num futuro próximo. "Um teste de diagnóstico poderia informar-nos precocemente de quem é que estaria em maior risco de desenvolver a forma mais grave da doença”, acrescentando que níveis elevados indicariam uma falha no sistema imune em eliminar o vírus.

 

Jesus Bermejo-Martin, coordenador da equipa espanhola, defende que a identificação de fármacos que regulem a actividade da IL-17 poderá fornecer tratamentos alternativos para os pacientes com a forma mais grave da gripe A.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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