Descoberta evolução e mutações da bactéria do intestino

Estudo do Instituto Gulbenkian Ciência

10 março 2014
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Investigadores portugueses descobriram a evolução e as diferentes mutações que a bactéria Escherichia coli (E. coli) sofre no intestino, abrindo portas a novas estratégias de combate às doenças, dá conta um estudo publicado ”PLoS Genetics”.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o estudo levado a cabo pelos investigadores do Instituto Gulbenkian Ciência (IGC) baseou-se no facto de o intestino humano alojar um número de bactérias cerca de cem vezes superior ao número de células do corpo, que pertencem a milhares de espécies, interagem entre si, e são fundamentais para a saúde. Contudo, ainda permanece desconhecido o ritmo a que cada espécie evolui.
 

De acordo com os investigadores, é claro que os desequilíbrios entre os milhares de espécies existentes podem resultar em doença, mas as transformações de cada espécie podem contribuir para que uma dada espécie inócua se torne prejudicial para o hospedeiro.
 

Foi neste contexto que três equipas do IGC se juntaram para desvendar, pela primeira vez, de que forma a E. coli se adapta e evolui no intestino do ratinho.
 

O estudo constatou que na macrobiótica intestinal há um grau de complexidade até agora desconhecido, demonstrando uma enorme riqueza na dinâmica evolutiva de cada bactéria. Estes achados são fundamentais para o desenvolvimento de novas estratégias para combater doenças através da manipulação de micróbios do intestino, refere o IGC em comunicado.
 

Os investigadores começaram por colonizar ratinhos com E. coli, tendo posteriormente analisado as fezes para estudarem as mutações que entretanto surgiram no interior do intestino. Os resultados indicam a ocorrência de muitas mutações, sendo que as bactérias que transportam mutações diferentes competem para se fixarem no intestino. Como resultado desta competição surge um processo de evolução com uma grande diversidade de estirpes de E. coli.
 

Os investigadores descobriram ainda que, apesar da alta complexidade do ambiente natural estudado (intestino), o processo evolutivo é altamente reprodutível, pois as mesmas mutações verificaram-se em populações de E. coli em diferentes ratinhos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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