Descoberta chave genética das células do intestino

Estudo publicado no “Journal of Biological Chemistry”

01 setembro 2010
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Investigadores da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, descodificaram a chave genética envolvida no correcto funcionamento de algumas células específicas do intestino. Com este conhecimento, esperam agora conseguir travar o cancro do cólon, activando genes anti-tumorais.

 

Para beneficiarmos dos alimentos, o intestino deve funcionar correctamente. Neste processo digestivo, os sucos gástricos devem decompor os alimentos em compostos menores e transportá-los da parede intestinal para os músculos e órgãos do corpo.

 

A parede do intestino é revestida por células epiteliais, uma camada especializada que produz muco e hormonas, responsáveis por manter afastadas bactérias e toxinas. O contacto próximo com os microorganismos patogénicos e toxinas poderá originar mutações nas células epiteliais transformando-as em células tumorais. Por este motivo, o intestino delgado segrega toda a camada epitelial entre dois a cinco dias, enquanto o intestino grosso demora três semanas para realizar o mesmo processo.

 

Há alguns anos, a mesma equipa, liderada por Jesper Troelsen, tinha verificado que o gene CDX2 era responsável pelo bom funcionamento de uma célula localizada no tecido epitelial do intestino, sendo considerado um "gene de identidade". Neste estudo agora publicado, os cientistas, através do uso de equipamentos avançados, demonstraram que o CDX2 controla mais de 600 genes que regulam a forma como as células do tecido epitelial intestinal trabalham, garantindo o seu correcto funcionamento.

 

"Entre estes 600 genes, descobrimos cinco que podem ser considerados genes anticancerígenos", disse, em comunicado de imprensa, Troelsen Jesoer, professor adjunto da universidade. Os investigadores acrescentaram que ao estudarem "fases iniciais do cancro do cólon” observaram que "antes de as células cancerosas começarem a invadir o tecido fora do cólon, desactivam o gene CDX2, removendo a sua identidade".

 

No futuro, a equipa planeia estudar as propriedades do CDX2 que permitem bloquear o cancro e encontrar uma forma de reactivar o gene, travando, assim, a progressão da doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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