Desatar o nó do luto

Livro fala da passagem da negação da morte à suave memória

31 maio 2004
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 «Desatar o Nó do Luto» é o livro, da autoria de José Eduardo Rebelo, que será lançado no início de Junho . Biólogo e professor universitário, José Eduardo Rebelo perdeu a mulher e as duas filhas num acidente de viação há 11 anos. Pouco tempo depois voltou a casar-se e teve um filho, mas divorciou-se. Decidiu então racionalizar as suas vivências e inscreveu-se num mestrado de psicologia, centrado no luto. Casou novamente. Fundou uma associação de apoio a pessoas em luto e escreveu um livro sobre esse período de tempo em que se experimenta um turbilhão de emoções. «Quando há uma perda, há uma ponte de afectos que rui. Continuamos a ter necessidade de receber e de dar, mas a pessoa já não existe. Inicia-se o luto», diz José Eduardo Rebelo, 47 anos, doutorado em biologia e residente em Aveiro. Talvez por defeito profissional, sentiu que tinha de transferir do coração para a cabeça a percepção das suas vivências. Dedicou-se a um mestrado em psicologia da saúde e intervenção comunitária, que concluiu no ano passado. Foi aí que conheceu a actual mulher. Desde a sua pesquisa mais informal em livrarias aos estudos científicos que fez na universidade encontrou poucos livros sobre o luto e quase ninguém interessado em aprofundar o assunto. Ao mesmo tempo que fazia o mestrado, tornou-se moderador de grupos de pessoas que passaram por circunstâncias semelhantes à sua na associação de apoio a pais em luto, A Nossa Âncora. Em Fevereiro deste ano, José Eduardo Rebelo fundou a Apelo - Apoio à Pessoa em Luto (www.apelo.web.pt) que já tem perto de meia centena de associados. Além de promover acções de esclarecimento sobre a entre-ajuda, a associação dá consultas de acompanhamento psicológico e reúne grupos de pessoas uma vez por mês. Fonte: Público 

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