Desastres naturais mataram 25.000 pessoas em 2001

Mais do dobro do ano passado

29 dezembro 2001
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Os desastres naturais causaram pelo menos 25.000 mortos em todo o planeta, durante o ano que agora se aproxima do fim - um balanço que significa mais do dobro das vítimas mortais registadas em 2000.
 

 

Estes dados foram adiantados ontem pela Munich Re, a maior companhia de seguros do mundo. A estimativa dos custos económicos ascende aos 36 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros) e a Munich Re garante que as catástrofes meteorológicas estão relacionadas com as mudanças climáticas.
 

 

Mudanças climáticas aumentam o número e a intensidade das catástofres metereológicas
 

 

Em 2001, a grande maioria dos mortos foi registada numa única catástrofe - o terramoto na Índia, em Janeiro, que fez 14.000 vítimas mortais - o que já superava o total de 10.000 óbitos contabilizados durante todo o ano de 2000, que encerrou com prejuízos globais de cerca de 30 mil milhões de dólares (34.200 milhões de euros)
 

 

Tempestades e cheias dominaram as estatísticas de catástrofes em 2001, contribuindo com mais de dois terços dos cerca de 700 grandes desastres naturais e provocando 91 por cento do total de prejuízos em bens segurados, acrescenta a Munich Re. Essa verba subiu de 7500 milhões de dólares em 2000 para 11.500 milhões neste ano.
 

 

«Fogos florestais na Austrália, inundações no Brasil e na Turquia, caos provocado pela neve na Europa Central e Meridional e um tufão em Singapura, algo que era tido como impossível do ponto de vista meteorológico, são nítidas indicações de uma ligação entre as mudanças climáticas e o aumento das catástrofes meteorológicas», lê-se no comunicado da companhia seguradora.
 

 

Citando estatísticas da Organização Meteorológica Mundial, a seguradora salientou que 2001 foi o segundo ano mais quente desde que se começaram a registar as temperaturas com regularidade, há 160 anos.
 

 

A pior tragédia em termos de perda de vidas humanas foi o terramoto que arrasou zonas do densamente povoado estado indiano de Gujarate, onde 14.000 mortes foram confirmadas e muitas mais dadas como prováveis. No total, explica a Munich Re, foram referenciados 80 grandes sismos, que acarretaram prejuízos de nove mil milhões de dólares (10.200 milhões de euros).
 

 

Entre as catástrofes meteorológicas, a pior foi a tempestade tropical Allison, que causou prejuízos de seis mil milhões de dólares, o que a torna «a mais cara» da história.
 

 

A Munich Re - que enfrenta perdas de 2100 milhões de euros em pedidos de indemnização resultantes dos ataques de 11 de Setembro contra o World Trade Center em Nova Iorque - salientou que os prejuízos resultantes de catástrofes naturais superam os resultantes dos actos terroristas contra os Estados Unidos. «Clientes, seguradoras e resseguradoras terão de prever o imprevisível», salienta, a propósito, um administrador da Munich Re, Wolf Otto Bauer, no documento tornado público.
 

 

Apesar do impacto negativo dos acontecimentos de Nova Iorque - o maior prejuízo de sempre da companhia -, a Munich Re espera conseguir algum lucro, ainda que diminuto, nas contas finais deste ano.
 

 

Fonte: Público

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