Desafios das novas tecnologias na saúde dos jovens debatidos em Lisboa

Congresso Internacional de Psicologia da Criança

22 abril 2015
  |  Partilhar:
O acesso das crianças e jovens às novas tecnologias, o tempo despendido diante do ecrã e os desafios decorrentes desta nova realidade vão ser debatidos no Congresso Internacional de Psicologia da Criança que decorre entre os dias 22 e 23 de abril em Lisboa.
 
Dedicado ao tema “Tecnologia e Criatividade”, este será um espaço para partilha de investigação e estratégias de intervenção, onde se pretende “encontrar estratégias criativas, inovadoras e eficazes para promover uma utilização saudável e construtiva das novas tecnologias de informação e comunicação”, revelou a coordenadora do evento à agência Lusa.
 
De acordo com Tânia Gaspar dos Santos, do Instituto de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade Lusíada de Lisboa, em declarações à Lusa, o tempo gasto com as novas tecnologias de informação e comunicação tem vindo a ocupar cada vez mais a vida de jovens e crianças.
 
Segundo estudos, os jovens passam entre três a cinco horas diárias com equipamentos de média, ou seja, mais do que o tempo livre gasto com atividades físicas e apenas suplantado pelo tempo a dormir.
 
Tânia Santos adverte que estes novos comportamentos acarretam novos desafios que devem ser equacionados, como o aumento de comportamentos violentos associados ao uso do computador ou o isolamento social, no caso de jovens com dificuldades nessa área.
 
Os estudos sugerem que as atividades com aparelhos de média podem constituir também um fator de desenvolvimento sociocognitivo e de bem-estar, desde que o tempo gasto nessas atividades não seja excessivo nem impeça outras formas de ocupação e interação social, e desde que seja feito com supervisão parental.
 
Nuno Loureiro, investigador do Instituto Politécnico de Lisboa, disse à Lusa que os jovens têm de ser preparados para as novas tecnologias, mas também “estimulados” para a prática da atividade física.
 
“É comum fazer-se uma avaliação e ir à procura de culpados”, olhando-se para a tecnologia como “a causa para grandes problemas de saúde dos jovens”, refere Nuno Loureiro.
 
“Há muitos jovens que conseguem gerir o seu tempo, ter comportamentos ativos e, ao mesmo tempo, estarem ligados à tecnologia”, acrescentou.
 
“É na adoção entre comportamentos mais ativos e mais sedentários que vai residir a saúde dos jovens”, defendeu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.