Derivado do açúcar elimina bom colesterol

Estudo publicado na revista “Nutrition and Diabetes”

03 setembro 2014
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Num estudo publicado na revista “Nutrition and Diabetes”, investigadores do Reino Unido descobriram que o chamado “bom” colesterol, o colesterol HDL, é transformado no “mau” colesterol, o colesterol LDL, por uma substância derivada do açúcar.
 

Os investigadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, constataram que a substância metilglioxal (MG) danifica o colesterol HDL, que remove os níveis excessivos de colesterol LDL do sangue.
 

A MG é formada a partir da glucose, mas é uma substância 40.000 vezes mais reativa, que danifica os resíduos do aminoácido arginina num local importante para a funcionalidade do colesterol HDL.
 

Os investigadores referem que níveis baixos de colesterol HDL estão associados à doença cardíaca, havendo um aumento dos níveis de MG na terceira idade ou em pacientes com diabetes e problemas renais. Este estudo apurou agora que a MG destabiliza o colesterol HDL, fazendo com que este perca a capacidade de proteção contra a doença cardíaca.
 

“O colesterol HDL danificado pela MG é uma nova e importante causa de colesterol HDL disfuncional e em níveis baixos, e poderá ser responsável por cerca de 10% do risco de desenvolvimento de doença cardíaca”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Naila Rabbani.
 

Os investigadores referem que atualmente não existem fármacos capazes de reverter os níveis baixos de colesterol HDL. Contudo, o facto de se ter descoberto como a MG danifica o colesterol HDL forneceu novas e potenciais estratégias para a redução dos níveis desta substância.
 

“Agora podemos focar-nos no desenvolvimento de fármacos que reduzam a concentração de MG no sangue”, referiu Naila Rabbani. A investigadora adiantou que também é possível desenvolver novos suplementos alimentares que diminuam a MG através do aumento dos níveis de uma proteína, a GLO1, que converte a MG em substâncias inofensivas.
 

Habitualmente os níveis de MG são mantidos baixos, mas estes tendem a aumentar lentamente com a idade à medida que a GLO1 fica desgastada e é lentamente substituída.
 

Naila Rabbani refere ainda que níveis anormalmente elevados de MG podem ocorrer em algumas doenças, como diabetes, doença cardíaca e obesidade. Assim as pessoas necessitam de quantidades suficientes de GLO1 para manterem a MG a níveis baixos e apresentarem uma boa saúde.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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