Derivado da nicotina pode atenuar perdas de memória

Cotinina impede a degeneração cerebral

13 novembro 2003
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Investigadores norte-americanos descobriram que um químico que provém do tabaco pode ser usado para combater as perdas de memória e doenças cerebrais. A substância, denominada cotinina (derivado da oxidação da nicotina), não causa dependência e ficou comprovado, através de testes clínicos, que impede a degeneração cerebral. O estudo foi apresentado na terça-feira no encontro anual da Sociedade de Neurociência em Nova Orleans.De acordo com estes investigadores, a ingestão de cotinina também não causa os efeitos secundários da nicotina, tais como a vasoconstrição, dores de estômago e náuseas. Os investigadores, liderados por Jerry Buccafusco, descobriram que a cotinina pode ser utilizada para tratar a doença de Alzheimer e Parkinson bem como os sintomas da esquizofrenia. Segundo Buccafusco, na apresentação do estudo, conseguiu-se demonstrar que a cotinina, administrada em doses correctas, pode travar a degeneração das células cerebrais. «No caso da doença de Alzheimer, a cotinina funciona da mesma forma que a nicotina, melhorando a atenção e memória do doente e travando, ao mesmo tempo, a sua progressão. Porém, tem a vantagem acrescida de poder ser usada por tempos prolongado sem causar efeitos secundários e sem risco de uma sobredosagem. Até agora, a cotinina era usada para medir os níveis de nicotina na urina do fumador. A substância já foi testada em macacos com sucesso. Foi-lhes avaliada a sua capacidade de memória através de um jogo de computador. Fonte: Diário Digital

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