Deprimidos vêem o mundo cinzento

Estudo publicado na “Biological Psychiatry”

27 julho 2010
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Um novo estudo científico, da universidade alemã de Freiburg, parece indicar que as pessoas deprimidas têm dificuldade em detectar os contrastes preto-e-branco, vendo o mundo, literalmente, em cinzento.

 

No estudo, liderado por Ludger Tebartz van Elst e publicado na revista “Biological Psychiatry”, os cientistas mediram, através de um electroretinograma, as respostas eléctricas para determinar a actividade da retina em 40 pessoas que sofriam de depressão, metade das quais recebia medicação, e outras 40 não afectadas pela essa condição.

 

A retina contém células fotorreceptoras que transformam os sinais luminosos em impulsos nervosos, que são enviados ao cérebro através do nervo óptico.Com a colocação de eléctrodos na superfície ocular e na pele circundante, os cientistas conseguiram registar a actividade eléctrica das células da retina em resposta aos estímulos.

 

Da análise dos exames, verificaram que o contraste era dramaticamente mais baixo em pacientes com depressão, independentemente de estarem ou não a receber medicação antidepressiva. Houve também uma correlação significativa entre o nível de contraste e a gravidade dos sintomas: nos pacientes mais deprimidos, a resposta da retina foi mais fraca.

 

Segundo os cientistas, o sinal electrofisiológico da resposta foi suficientemente consistente para distinguir os pacientes mais deprimidos das pessoas sem o problema, o que os leva a considerar que este método poderá vir a ser um instrumento valioso para medir objectivamente o estado de depressão.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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