Depressão: sintomas podem ser aliviados em poucas horas

Estudo publicado na “Science”

10 outubro 2012
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Os sintomas de depressão crónica assim como aqueles que persistem ao tratamento podem ser aliviados, em poucas horas, através da toma de pequenas quantidades de cetamina, revela um estudo publicado na “Science”.
 

Os antidepressivos podem demorar alguns meses até fazerem efeito e um em três pacientes não apresenta qualquer benefício. Após décadas de investigação os investigadores da Yale School of Medicine, nos EUA, sugerem que um tipo de anestésico pediátrico repara as ligações sinápticas entre as células cerebrais que foram afetadas pela depressão e stress. Estes resultados vão de encontro aos obtidos em 2010, que mostraram que a administração deste fármaco aliviava rapidamente depressão dos pacientes com doença bipolar que eram resistentes ao tratamento.
 

A compreensão da forma de atuação deste fármaco pode resultar num modo completamente inovador de tratar a depressão e o stress. Os cerca de dez milhões de indivíduos com depressão crónica poderão ver os seus sintomas diminuírem num espaço de tempo muito curto.
 

"A rápida resposta terapêutica da cetamina no tratamento dos pacientes resistentes é o maior avanço realizado na investigação de depressão em meio século", revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Ronald Duman.
 

Os investigadores verificaram que a cetamina ativa a produção do neurotransmissor glutamato, que estimula o crescimento de sinapses. Uma única dose do fármaco é capaz de reparar os danos ocorridos nas ligações sinápticas.
 

Apesar de alguns fármacos terem sido desenvolvidos com o intuito de apresentar os mesmos efeitos, os sintomas não melhoravam tão rapidamente.
 

Contudo, o estudo alerta para as limitações deste fármaco, pois apesar de os sintomas diminuírem em poucas horas estes regressam ao fim de 7 a 10 dias. Por outro lado, a toma de elevadas quantidades de cetamina podem conduzir ao aparecimento de sintomas de psicose.
 

Assim, os investigadores estão agora a investigar formas de não só replicarem os efeitos observados com a cetamina, como também a sua rápida resposta noutro tipo de fármacos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

Mais um!

Este é mais um dos psicofármacos que põem a pessoa parar de pensar em vez de fazer algo construtivo. As pessoas com depressão têm uma lentificação na comunicação entre os neurónios. Isto verifica-se quando se faz avaliações do cérebro dos depressivos com qEEG. Este tipo de´actividade pode ser treinada e diminuir esta lentificação activando o cérebro com técnicas como a retroinformação neurológica mais conhecida como o neurofeedback. No entanto, em certas situações de urgência, o melhor é mesmo "parar" o/a depressivo de pensar e este tipo de psicofármacos podem ajudar.

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