Depressão na gravidez aumenta risco de parto prematuro

Estudo publicado no "Human Reproduction"

22 julho 2009
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As mulheres que sofrem de depressão durante a gravidez têm o risco aumentado de terem um parto prematuro, aumentando os riscos de saúde do bebé, sugere um estudo publicado no “Human Reproduction”.

 

Para o estudo, os investigadores da Kaiser Permanent Division of Research, na Califórnia, EUA, entrevistaram 791 mulheres que se encontravam na sua décima semana de gravidez e constaram que 41% das mulheres relataram sintomas significativos ou graves de depressão.

 

Os investigadores verificaram que, em comparação com as mulheres que não tinham sintomas de depressão, as mulheres com sintomas depressivos menos graves tinham um risco 60% maior de terem um parto prematuro, antes das 37 semanas de gestação, e as mulheres que tinham sintomas mais graves de depressão tinham o dobro de risco de terem um parto prematuro.

 

O estudo também indicou que factores de risco sociais e reprodutivos, a obesidade e o stress podem exacerbar a relação entre depressão e parto prematuro.

 

Em declarações ao sítio ScienceDaily, De-Kun Li, o autor do estudo, explicou que "a depressão durante o início da gravidez pode interferir com as vias neuroendócrinas e a subsequente função placentária. As funções neuroendócrinas e da placenta desempenham um papel importante na manutenção da saúde de uma gravidez e no início do trabalho de parto".

 

De-Kun Li acrescentou que "a depressão durante a gravidez é significativamente pouco reconhecida e pouco diagnosticada. Os médicos devem prestar muita atenção à depressão durante a gravidez para detectá-la a tempo".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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