Depressão: mulheres são as que mais procuram ajuda

Relatório da Rede Médicos-Sentinela

21 outubro 2014
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Dos utentes que procuraram o centro de saúde devido a problemas de depressão em 2013, oito em cada dez eram mulheres, revela um relatório do centro de saúde da Rede Médicos-Sentinela.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que na grande maioria das consultas (93,2%) houve prescrição de medicamentos, sendo que em 64,2% dos casos foi usado apenas um fármaco.
 

Das 1.873 consultas realizadas, 79,4% foram pedidas por mulheres e 20,6% por homens, “o que traduz um predomínio de consultas no sexo feminino logo a partir dos 15 anos”, refere o relatório da rede, constituída por médicos de família que exercem funções nos centros de saúde.
O número anual estimado de consultas relacionadas com a depressão foi de 6.645 por 100 mil utentes e na população feminina, com 15 ou mais anos, foi de 11.737 consultas por 100 mil utentes, valores semelhantes aos registados no ano anterior.
De acordo com o documento, publicado no sítio do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), oito doentes tiveram de ser internados, dos quais seis eram mulheres.
 

As consultas de seguimento e de renovação de medicação foram as duas tipologias mais frequentes, representando, respetivamente, 43% e 35,2% do total de consultas notificadas durante o ano, algo muito semelhante ao que tinha acontecido no ano anterior.
 

Em 89% das situações, o diagnóstico de depressão (primeiro episódio ou recidiva) foi estabelecido pelo médico de família do utente. Em 133 consultas (7,1%), o utente foi referenciado para outro profissional de saúde, na maioria dos casos para um psiquiatra (67,7%).
Os Médicos-Sentinela observam que “foi percebido risco de suicídio em 2,4% dos casos (2,1% nos homens)”.
 

A distribuição da taxa de incidência de depressão, considerando apenas os primeiros episódios na vida dos utentes, acompanhou a procura de cuidados de saúde, observando-se uma taxa de incidência mais elevada nas mulheres (886/100.000 utentes).
 

No global, o grupo etário com taxa de incidência mais elevada é o dos 35-44 anos, embora nos homens a taxa de incidência mais elevada tenha sido registada entre os 65 e os 74 anos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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