Depressão é mais prevalente nos indivíduos com diabetes

10ª Reunião do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus

07 outubro 2015
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A depressão é uma doença mais prevalente nos indivíduos com diabetes, comparativamente com a restante população em geral, e afeta muitas vezes a adesão ao tratamento, de acordo com o Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus (NEDM) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI). 
 
Segundo o comunicado enviado à ALERT este é um dos temas na 10ª Reunião do NEDM que vai decorrer entres os dias 9 e 10 de outubro, em Viseu.
 
A internista e coordenadora destas jornadas, Edite Nascimento, defende que “sendo a diabetes mellitus uma doença crónica, com implicações em todos os órgãos e sistemas orgânicos, é fácil de perceber o motivo pelo qual a depressão é também mais prevalente neste grupo populacional. E quando surge a depressão no evoluir da doença, fica muitas vezes comprometida de forma séria a adesão e motivação terapêutica, ficando a pessoa com diabetes muito mais exposta ao aparecimento de complicações resultantes do quase sempre agravamento metabólico associado”.
 
Na 10ª Reunião do NEDM a diabetes gestacional será outro dos assuntos a debater. Segundo a coordenadora das jornadas “a diabetes na gravidez é rastreada em todas as mulheres que engravidam. Um elevado número de mulheres pode desenvolver diabetes durante a gravidez com normalização dos valores de glicemia após o parto. O aparecimento de diabetes durante a gestação pode trazer riscos acrescidos para a mãe e para a criança, nomeadamente maior taxa de malformações do feto, macrossomia e complicações várias durante o parto. Os cuidados a ter começam mais uma vez por adotar um estilo de vida saudável, bons hábitos alimentares, controlo do peso, vigilância médica periódica e controlo rigoroso se forem detetados níveis de glicemia elevados”.
 
O comunicado refere ainda que vão ser abordadas novas terapêuticas para o tratamento da diabetes. De acordo com Edite Nascimento “em Portugal temos já ao dispor a grande maioria das inovações terapêuticas até agora surgidas com benefícios evidentes para as pessoas com diabetes. Os médicos têm hoje ao seu dispor um número muito maior de opções terapêuticas que permitem tratar as pessoas com diabetes de forma mais individualizada. Foram descobertas novas vias de regulação glicémica, novos fármacos que atuam nessas vias e com menos efeitos secundários”.
 
A coordenadora desta reunião sublinha que “os internistas, assim como toda a classe médica, estão obviamente preocupados com o impacto da diabetes mellitus em Portugal. A prevenção da diabetes é um grande desafio que se coloca atualmente a todos. Sabemos hoje que para além da população diabética, 27% da população portuguesa apresenta um risco de desenvolver diabetes no futuro. Se nada for feito, o número de caso vai aumentar muito no futuro. Todos temos um papel a desempenhar no combate a esta doença já apelidada como a pandemia do século XXI”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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