Depressão é igualmente masculina e feminina

Estudo publicado pela “JAMA Psychiatry”

02 setembro 2013
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Um estudo recente comprovou que a depressão afeta igualmente os homens e as mulheres.

 

Conduzido pela University of Michigan-Dearborn, EUA, o estudo vem contrariar a ideia que as mulheres sofrem mais de depressão do que os homens, sensivelmente o dobro, através de uma nova perspetiva em que essas disparidades foram analisadas, tendo em conta sintomas não comuns de depressão, que são normalmente atribuídos aos homens.

 

Lisa Martin, autora principal do estudo, e a equipa analisaram os dados de 3.310 mulheres e 2.382 homens retirados de uma sondagem sobre a prevalência de doenças mentais, procurando simultaneamente sintomas alternativos. A equipa pretendia determinar se as diferenças de género nos índices de depressão desapareciam se esses sintomas menos usuais de depressão fossem considerados juntamente com os mais comuns. Alguns desses sintomas incluíam o abuso de substâncias, agressividade, etc.

 

Utilizando esse leque mais completo de sintomas, os investigadores descobriram que cerca de 33% das mulheres iam de encontro aos critérios que as podiam classificar como estando deprimidas, sendo a percentagem de 30,6% para os homens, um valor muito próximo do obtido para as mulheres.

 

A autora principal do estudo refere que “quando os homens estão deprimidos, poderão experienciar sintomas que são diferentes do que está incluído nos critérios dos diagnósticos atuais”. Os investigadores notam que fazer uma avaliação dos sintomas depressivos nos homens com base em sintomas clássicos poderá não resultar num diagnóstico correto. A equipa considera que os médicos deveriam considerar outros sinais quando procuram diagnosticar a depressão em homens.

 

No entanto, Lisa Martin adverte que este estudo apresenta algumas limitações, no sentido em que não foram consideradas perguntas sobre o excesso de trabalho, o excesso de exercício físico, mudanças de conduta sexual e outros marcadores de depressão nos homens. A equipa considera que futuros estudos deveriam tentar perceber “de que forma é que a masculinidade e a feminilidade influenciam os índices de depressão em vez de se basearem no género como apenas indicador”.

 

Segundo os dados analisados para o estudo, a depressão afeta 16% da população norte-americana, ou seja 32 milhões de pessoas. Esta doença, para além de dispendiosa é bastante debilitante.

 

Os autores concluem que “os resultados deste trabalho oferecem o potencial de trazerem avanços significativos para este campo em termos de perceção e medição da depressão”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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