Depressão e as intervenções psicoterapêuticas

Estudo publicado na revista “PLOS Medicine”

31 maio 2013
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Os tratamentos da depressão que não envolvem fármacos antidepressivos, mas que se focam em diferentes intervenções psicoterapêuticas são todos benéficos, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS Medicine”.
 

Estes resultados são importantes uma vez que sugerem que os pacientes com depressão deveriam discutir com os médicos diferentes tipos de terapias não farmacológicas e explorar qual é a que se adapta melhor à sua condição.
 

Investigadores da Universidade de Berna, na Suíça, chegaram a estas conclusões após terem feito a revisão de 198 estudos que envolveram a participação de mais de 15.000 pacientes, os quais tinham sido submetidos a um de sete tipos de intervenção psicoterapêutica.  
 

As intervenções terapêuticas avaliadas incluíram: a “psicoterapia interpessoal” que é curta, bem estruturada e que utiliza um manual que se foca nos problemas interpessoais da depressão; a “ativação do comportamento” que se foca nas atividades agradáveis e que procura aumentar as interações entre o paciente e o ambiente envolvente; a “terapia comportamental cognitiva” que se foca nas crenças negativas do paciente, avalia como estas afetam o comportamento atual e futuro, e tenta reestruturá-las; a “terapia de resolução de problemas" que tem como objetivo a definição dos problemas do paciente e propõe várias soluções para cada problema; a “terapia psicodinâmica” que se centra nos conflitos e relações não resolvidas do passado e no impacto que estes têm sobre a situação atual do paciente; a “terapia de capacidades sociais” onde os pacientes aprendem a construir e manter relacionamentos saudáveis e por último o “aconselhamento de apoio” que é um tratamento mais geral que tem como objetivo colocar os pacientes a falar das suas experiências e emoções.
 

O estudo apurou que todas as sete terapias foram mais eficazes na redução dos sintomas da depressão do que o tratamento habitual, não tendo sido constatadas diferenças significativas entre os diferentes tipos de terapia. Foi também verificado que as terapias funcionaram igualmente bem para diferentes grupos de pacientes, nomeadamente para os mais jovens e idosos, bem como para as mães com depressão pós-parto.
 

Adicionalmente os investigadores não detetaram diferenças relevantes quando compararam a terapia individual com a de grupo ou com a terapia presencial e a baseada nas intervenções via internet.
 

“As sete intervenções psicoterapêuticas conduziram a um efeito pequeno a moderado, comparativamente ao tratamento habitual. No geral, verificámos que as diferentes intervenções para a depressão têm efeitos comparáveis “, concluíram os investigadores liderados por Jürgen Barth.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Outras terapias

Uma outra terapia psicológica que não envolve o uso de psicofármacos é a retroinformação neurológica mais conhecida por neurofeedback. Este tipo de terapia é bastante eficaz no tratamento de depressões e outros tipos de anomalias comportamentais. O tempo terapêutico pode demorar entre 5 a 10 sessões e, por experiência própria, 5 sessões são o suficiente para eliminar as depressões. Algo para tomar em conta tendo em consideração a presente situação económica e o número de intervenções que a psicoterapia por conversa pode levar para se chegar a algo minimamente positivo.

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