Depressão altera relógio biológico

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

17 maio 2013
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O ritmo circadiano das pessoas com depressão poderá estar alterado, sugere um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

As células do organismo funcionam ao longo de um ciclo de 24h, sincronizando os períodos de noite-dia com os de luz e escuridão. O cérebro atua como um relógio, mantendo o ritmo celular sincronizado com o mundo exterior de forma a regular o apetite, humor e outras funções do organismo.
 

Após terem analisado o cérebro de indivíduos sem e com depressão, os investigadores da University of Michigan Medical School, nos EUA, verificaram que estes últimos apresentavam um ritmo circadiano tão desregulado que o padrão de atividade genética diurno parecia o noturno e vice-versa.
 

No estudo, os investigadores utilizaram amostras de cérebros de pessoas pouco depois de estas terem morrido o que lhes permitiu avaliar a atividade de genes na altura da sua morte. Foi constatado que nos indivíduos com depressão, a atividade de determinados genes estava suprimida. Comparativamente com as células dos indivíduos saudáveis, as dos indivíduos com depressão pareciam estar em momentos completamente distintos do dia.
 

O estudo apurou que nos indivíduos com depressão, muitos dos genes envolvidos no ritmo circadiano não estavam sincronizados com a luz solar no que diz respeito à atividade genética. “Era como se estes indivíduos se encontrassem num fuso horário distinto”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Jun Li.
 

"Centenas de novos genes, que são muito sensíveis aos ritmos circadianos, foram descobertos neste trabalho e não apenas os genes do relógio primário, que foram estudados em animais ou em culturas de células, mas outros genes cuja atividade aumenta e diminui ao longo do dia. Observámos que de facto o ritmo diário se traduz numa sinfonia de atividade biológica”, acrescentou uma das autoras do estudo, Huda Akil.
 

Na opinião da autora os investigadores devem utilizar estas infirmações para ajudar a encontrar novas formas de prever a depressão, adaptando o tratamento a cada paciente, e até descobrir novos fármacos ou outros tipos de tratamentos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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