Depois da mãe-galinha...a mãe-canguru

Estudo mostra benefício do contacto físico com os prematuros

24 julho 2002
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Embora, por vezes, o ser humano pense ser superior aos animais, é com eles que deverá aprender as formais mais básicas de racionamento. E que tal ensinar o método usado pelos cangurus às mães de bebés prematuros?
 

 

Trata-se de um dos primeiros estudos – realizado por cientistas israelitas - sobre o impacto do método denominado «mãe canguru», o qual concluiu que o contacto pele a pele entre bebés prematuros e os seus pais beneficiam ambos.
 

 

O procedimento envolve o aconchego dos bebés prematuros com a mãe durante alguns períodos a cada dia- entre duas e três horas- mesmo que a criança esteja na incubadora, ligada a um tubo de oxigénio.
 

 

Os bebés são colocados no peito da mãe, onde se mantêm aquecidos pelo calor do corpo, numa interacção muito próxima entre a criança e a progenitora.
 

 

Os recém-nascidos que receberam este tipo de tratamento, referem os cientistas, desenvolveram-se mais, ou seja, o equivalente a seis meses, comparados com aqueles que permaneceram sempre em incubadoras durante a hospitalização e sem contacto pele-a-pele com os pais.
 

 

Mas os pais também lucraram com este método. «As mães que usaram o “jeito do canguru” (nome do método vem da forma como um canguru carrega seu filhote junto ao corpo) ficaram menos deprimidas, dado que viam os seus bebés como menos anormais e ofereciam mais comportamentos de adopção maternal durante a hospitalização», indica o relatório.
 

 

Do mesmo modo, os pais do «grupo do canguru» ofereceram um ambiente em casa mais sentimental e estimulante, e as mães ficaram mais sensíveis, adaptáveis, carinhosas e desembaraçadas durante as interacções sociais nos seis meses seguintes.
 

 

O estudo foi efectuado por cientistas Universidade Bar-Ilan em Ramat-Gan, Israel, da Escola de Medicina da Universidade Hebraica, em Jerusalém, em conjunto com uma equipa de especialistas da Universidade de Tel-Aviv.
 

 

A investigação envolveu 73 prematuros cujas mães adoptaram o método canguru e outros 73 que foram tratados pelo método convencional.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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