Dependências: programas devem apostar mais na ação

Declarações de um especialista

26 outubro 2015
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Os programas de intervenção para reduzir o risco de dependências, nomeadamente álcool ou droga, devem passar para além da informação e apostar na ação, de acordo com o vice-presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).
 

"É preciso criar uma dinâmica de perceção de risco e de tentar depois alguma efetivação da ação e da mudança de atitudes. Saber é importante, mas não chega, também é preciso agir", disse Manuel Cardoso.
 

Em declarações à agência Lusa, o dirigente da SICAD apontou os dados de um estudo realizado o ano passado sobre o consumo de álcool entre os universitários e cujas conclusões referem que os inquiridos sabem que o consumo de álcool é prejudicial, não deixando, todavia, de beber.
 

"Quando se lhes perguntou se beber quatro ou cinco bebidas alcoólicas é mau, 82% disse que é muito prejudicial e cerca de 18% disse que é mau. Porém, quando se lhes perguntou se nos últimos 30 dias tinham bebido quatro ou cinco bebidas numa mesma ocasião, 48% respondeu afirmativamente", disse, referindo que isso confirma a ideia de que nas intervenções e projetos é preciso fazer mais do que passar a informação.
 

O responsável referiu que tanto a Organização Mundial de Saúde como vários estudos internacionais já apontam no sentido de que as campanhas baseadas apenas na transmissão de informação têm resultados pouco eficazes na mudança de comportamentos, o que é preciso alterar.
 

"É preciso ir um pouco mais longe e apostar em programas que integrem ações mais estruturadas e completas, que permitam a efetiva mudança comportamental", disse.
 

Manuel Cardoso adiantou que, no âmbito do programa de saúde da Comissão Europeia, foi já lançada uma ação comum dos vários Estados membros para a redução dos efeitos nocivos do álcool - que é aliás liderada por Portugal através do SICAD - e na qual se estão a tentar encontrar projetos de boas práticas, que depois serão elencados para poderem ser replicados.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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