Densidade mamária não está associada ao risco de cancro da mama

Estudo do Centro Médico de Osijek

04 dezembro 2015
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A densidade mamária pode não ser um forte fator de risco independente do cancro da mama, sugere um estudo apresentado no encontro anual da Sociedade de Radiologia Norte-americana.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que havia uma associação entre a densidade mamária e o cancro da mama. Adicionalmente, os cancros nos tecidos da mama mais densos são mais difíceis de detetar nas mamografias. Desta forma, muitas mulheres com mamas densas são aconselhadas a um rastreio suplementar, nomeadamente através da realização de uma ressonância magnética.
 

Para o estudo os investigadores do Centro Médico de Osijek, na Croácia, analisaram os dados de 52.962 mamografias realizadas, ao longo de mais de cinco anos e em locais distintos, a mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos.
 

Os investigadores tinham como objetivo perceber se as pacientes com cancro da mama tinham um tecido mamário mais denso relativamente às mulheres saudáveis. Adicionalmente, queriam também apurar qual a percentagem das mulheres que se encontrava na pós-menopausa tinha um tecido mamário denso.
 

Os resultados das mamografias foram analisados por dois radiologistas independentes e a densidade mamária foi determinada de acordo com os critérios standard. Foram comparados os dados das pacientes incluídas no grupo de densidade mamária baixa e alta.
 

O estudo apurou que a maioria das mulheres submetidas ao rastreio tinham uma baixa densidade mamária. Dos 230 casos de cancro da mama, quase cerca de metade foram detetados no grupo das mulheres com a menor densidade mamária, e pouco mais de 3% foi detetado nas mulheres com a densidade mamária mais elevada.
 

Quando os investigadores emparelharam as pacientes com cancro, com as mulheres da mesma idade e sem a doença constataram que não havia diferenças significativas na densidade mamária. As mulheres com densidade mamária baixa representavam 83% das pacientes com cancro, comparativamente com 89% do grupo de controlo. Por outro lado, uma densidade mamária elevada foi encontrada em 17% das pacientes com cancro da mama e em 11% das mulheres incluídas no grupo de controlo.
 

De acordo com Natasa Katavic, não foi encontrada uma associação forte entre densidades mamárias elevadas e um risco elevado de cancro da mama nas mulheres pós-menopáusicas.
 

“O nosso estudo sugere que a densidade mamária sozinha pode não ser um forte fator de risco independente do cancro da mama. Na avaliação de risco, todos os fatores de risco devem ser considerados antes de se tomarem decisões relativamente à realização de exames adicionais”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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