Densidade mamária associada a risco de cancro

Estudo apresentado no encontro anual da American Association for Cancer Research

26 abril 2010
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A redução de densidade mamária ao longo da vida diminui o risco de cancro da mama, refere um estudo que foi apresentado no encontro anual da American Association for Cancer Research.

 

Para este estudo, os investigadores da Mayo Clinic, em Minesota, EUA, avaliaram alterações na densidade mamária e no aparecimento de cancro da mama em 19.924 mulheres, com mais de 35 anos, que nunca tinham sofrido deste tipo de cancro.

 

Deste grupo, foram escolhidas aleatoriamente 219 mulheres que desenvolveram cancro da mama durante o período de acompanhamento de seis anos e 1.900 participantes que não desenvolverem esta patologia durante esse período. O estudo revelou que as mulheres que tinham desenvolvido cancro da mama tinham uma maior probabilidade de ter uma grande densidade mamária, a mais elevada de quatro categorias, no início do estudo. Entre as mulheres que tinham desenvolvido esta patologia, 16% pertenciam à categoria de densidade mais elevada. Por seu turno, entre as mulheres que não desenvolveram a patologia, 14% foram englobadas nessa mesma categoria.

 

Os investigadores também constaram que as mulheres que tinham desenvolvido cancro da mama tinham uma probabilidade um pouco menor do que as restantes participantes de terem uma redução na densidade mamária de uma ou mais categorias. Esta redução verificou-se em 37% das mulheres que tinham desenvolvido cancro e em 38,6% das mulheres que não o desenvolveram.

 

Em comunicado de imprensa, a líder da investigação, Celina M. Vachon, revela que, embora a densidade mamária geralmente diminua com a idade e as mamas fiquem com mais tecido gordo, "estas mudanças variam de mulher para mulher. Sabemos que o uso da terapia hormonal de substituição pode aumentar a densidade".

 

Este facto foi confirmado num outro estudo, de investigadores da Georgetown University, apresentado no mesmo encontro, em que foi constatado que as mulheres que estavam a ser submetidas a terapia hormonal de substituição tinham uma maior densidade mamária.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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