Dengue: erradicação será difícil

Declarações do secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde

11 dezembro 2012
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A erradicação do mosquito transmissor da dengue é difícil, esta é agora "uma ameaça” com a qual se tem que viver, de acordo com o secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde.

 

"Sendo certo que agora esta é uma ameaça com a qual todos temos de aprender a viver, será muito difícil conseguir uma erradicação completa deste mosquito que encontrou aqui na Madeira um habitat", revelou Leal da Costa aos jornalistas.

 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que em outubro deste ano surgiram os primeiros casos de dengue na região, e, segundo os últimos dados divulgados pela Direção-Geral de Saúde, o vírus já afetou cerca de duas mil pessoas neste arquipélago.

 

Leal da Costa elogiou "o combate que está a ser exemplarmente bem feito" pelas autoridades de saúde regionais, em colaboração com instituições nacionais e europeias, na monitorização do mosquito.

 

"Estamos convictos que vamos passar a ter, provavelmente nos próximos anos, progressivamente uma atividade cada vez mais residual de dengue e de reprodução do mosquito Aedes aegytpi", disse.

 

O secretário de Estado destacou que foram aplicados na Madeira "alguns dos melhores modelos internacionalmente estabelecidos", o que se tem traduzido numa "redução muitíssimo significativa nas zonas problemáticas", garantindo que "desde 2005 foram tomadas todas as medidas indicadas, em particular de vigilância".

 

De acordo com Leal da Costa, "em janeiro de 2012, o sistema de deteção muito evoluído não encontrou qualquer atividade do mosquito", por isso, adiantou: "Quando em outubro há a emergência do surto, todos nós somos surpreendidos".

 

O responsável esclareceu que a dengue é hoje considerada uma doença muitíssimo comum, que "ataca mais de 100 milhões de pessoas todos os anos", sendo "a novidade” o facto de ter chegado a território europeu.

 

Para Leal da Costa, com o aparecimento do surto a atividade monitorização foi melhorada, existindo “um quadro impar em termos europeus, acerca do que é a localização, os hábitos de reprodução e a forma de combate deste mosquito".

 

Fernando Leal considerou ainda ser "possível que [a doença] chegue a Lisboa", pois existem ligações diretas da capital com países onde este mosquito existe.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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