Dengue atingiu a Madeira

Não há motivo para reações alarmistas

08 outubro 2012
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Após a confirmação de dois casos de dengue na Madeira, a Direção Geral de Saúde recomendou aos médicos que sigam os doentes com sintomas de dengue durante pelo menos duas semanas para poderem detetar complicações que obriguem ao internamento hospitalar.
 

“Nos casos clássicos da doença o tratamento baseia-se no controle da febre com paracetamol (estão contraindicados a aspirina e os anti-inflamatório não esteroides, pelo perigo de hemorragia e de síndroma de Reye), na ingestão abundante de líquidos e no repouso”, referiu a DGS numa nota à qual a agência Lusa teve acesso.
 

A presidente do Instituto Administração de Saúde da Região Autónoma da Madeira, Ana Nunes adiantou que a população deve-se manter tranquila esclarecendo que é possível conviver com estas situações sem alarmismos, lembrando que é uma doença comum em muitos países, nomeadamente no Brasil e na Venezuela.
 

Segundo a DGS, a doença, detetada há vários anos em mosquitos capturados na ilha, transmite-se apenas através da picada de uma espécie de mosquito, não havendo risco de contágio por contacto entre pessoas infetadas. A infeção demora entre três a sete dias a manifestar-se após a picada do mosquito e os sintomas poderão prolongar-se por até 14 dias.
 

No mesmo texto, a entidade lembrou que não há vacina contra o vírus do dengue e aconselhou a utilização de roupa clara que proteja a maior superfície possível do corpo, calças e mangas compridas, meias e sapatos.
 

O comunicado sugeriu ainda a aplicação de repelente (que deve conter o químico DEET) nas áreas expostas do corpo e na roupa e disse que as pessoas devem evitar permanecer em zonas ao ar livre, preferindo espaços fechados com ar condicionado.
 

A DGS pediu igualmente que se evitem zonas onde existam águas paradas e sublinhou que os horários mais críticos para a picada dos mosquitos, que transmitem a doença, correspondem aos períodos do nascer e pôr-do-sol.
 

Contudo a refere DGS que “não há motivo para reações alarmistas”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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