Dengue afetou cerca de 11 mil pessoas na Madeira

Estimativa do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais

20 junho 2013
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O vírus do dengue afetou cerca de 11 mil pessoas na Madeira, segundo uma estimativa divulgada pela presidente do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais (IASAÚDE) da região.
 

“Estimamos que temos cerca de 11 mil utentes que já tiveram contacto com o vírus do dengue. Desses, cerca de dois mil e tal são os casos que foram confirmados clinicamente, os restantes tiveram contacto com o vírus, mas não expressaram a doença”, referiu a presidente do IASAÚDE, Ana Nunes.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que Ana Nunes, que falava à margem da apresentação da campanha de prevenção e controlo do mosquito “Aedes aegypti”, no Funchal, adiantou que o que suscita “preocupação” são as pessoas que não foram infetadas: “Pensando que a população da região são 267 mil, temos ainda uma fatia que, à partida, não teve acesso ao vírus e, por isso, temos que estar em contínuo trabalho”.
 

“Consideramos ser primordial evitar um aumento da densidade populacional dos mosquitos porque aí sim, podemos ter a eventualidade de um novo surto de dengue”, declarou.
 

A 03 de outubro de 2012, o IASAÚDE tornou pública a existência de dois casos confirmados de febre de dengue, cuja transmissão ocorre através da picada dos mosquitos “Aedes aegypti”, quando infetados com o vírus, mosquitos que foram detetados na Madeira em 2005.
 

Em março, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que o número de casos de febre de dengue detetados na ilha da Madeira diminuiu para valores residuais e considerou o surto controlado.
 

No mês passado, a DGS, reportando a situação a 12 de maio, informou que desde o início do surto “foram notificados, a partir dos registos hospitalares e dos cuidados de saúde primários, 2.182 casos prováveis de febre de dengue”.
 

“Desde a última atualização, em 07 de abril de 2013, foram reportados 12 novos casos prováveis de febre de dengue na ilha da Madeira”, refere a DGS, esclarecendo que “todos foram sujeitos a investigação laboratorial, tendo sido confirmados apenas dois casos, ambos importados de Angola”.
 

A campanha, que envolve também a Associação Comercial e Industrial do Funchal, vai para o terreno em julho, através de encartes nas contas da eletricidade e da televisão por cabo, mas também de mensagens por telemóvel.
 

Sob o mote “Não! Mosquito” e “Lembre-se… faça a sua parte”, haverá, entre outras iniciativas, cartazes nos transportes públicos Horários do Funchal, centros comerciais e unidades hoteleiras, e ações presenciais junto da população.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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