Demência: novo fator de risco foi identificado em mulheres

Estudo publicado nos “Archives of Neurology”

06 janeiro 2012
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Uma hormona derivada da gordura visceral, a adiponectina, pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento da demência e da doença de Alzheimer nas mulheres, dá conta um estudo publicado nos “Archives of Neurology”.

 

Estima-se que o número de pessoas afetadas, em todo o mundo, pela demência duplique nos próximos 20 anos. O número atual ronda os 36 milhões de pessoas.

 

Para este estudo, os investigadores da Tufts University, em Boston, EUA, mediram os níveis de glucose, insulina, albumina glicosilada, proteína C reativa, lipoproteína associada à fosfolipase A2 e adiponectina, uma hormona derivada da gordura visceral que está envolvida na sensibilização à insulina. Esta hormona apresenta propriedades anti-inflamatórias e desempenha um papel importante no metabolismo da glucose e dos lípidos.

 

Os autores do estudo acompanharam os 840 pacientes que participaram no estudo, 541 dos quais eram mulheres, com uma média de idade de 76 anos, durante uma média de 13 anos. Durante este período, os investigadores analisaram o aparecimento de sinais que indicassem o desenvolvimento da doença de Alzheimer ou de outras causas de demência. Durante estes 13 anos, 159 pacientes desenvolveram demência, incluindo 125 casos de Alzheimer.

 

Após terem tido em conta alguns fatores de risco para a demência, como a idade, o genótipo apoE, os níveis baixos do ácido docosa-hexaenóico e alterações do peso, os investigadores verificaram que só a adiponectina estava associada a um aumento do risco de demência ou de doença Alzheimer, nas mulheres.

 

De acordo com os autores do estudo, liderados por Thomas M. van Himbergen, “a sinalização da insulina é disfuncional nos cérebros dos pacientes com Alzheimer, e uma vez que a adiponectina aumenta a sensibilidade à insulina, também esperávamos que tivesse ações benéficas protegendo contra o declínio cognitivo. Contudo, os nossos resultados indicaram que elevados níveis desta hormona estavam associados a um aumento do risco de desenvolvimento de demência e Alzheimer nas mulheres”.

 

Os investigadores concluem que uma das principais características da adiponectina é o seu envolvimento na sensibilização da insulina, podendo assim tornar-se um alvo terapêutico para o tratamento da diabetes tipo 2. Surpreendentemente, níveis mais elevados desta hormona são indicadores de e mortalidade vascular. Em concordância com os resultados de mortalidade, o presente inquérito mostra que um nível elevado de adiponectina também é um fator de risco independente de todas as causas de demência e doença de Alzheimer, nas mulheres.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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