Deixar de fumar após enfarte do miocárdio aumenta saúde mental e qualidade de vida

Estudo publicado na revista “Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes”

28 agosto 2015
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Deixar de fumar após um enfarte agudo do miocárdio tem efeitos imediatos, incluindo menor dor torácica, melhor qualidade de vida e melhoria da saúde mental. O estudo publicado na revista “Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes” refere que muitas destas melhorias ocorrem um mês após deixar de fumar sendo mais pronunciadas após um ano.
 

“Mesmo em pessoas que fumavam e tiveram um enfarte agudo do miocárdio, vemos melhorias relativamente rápidas em parâmetros importantes de saúde e qualidade de vida quando deixam de fumar após o enfarte, comparativamente com aquelas que continuaram a fumar", revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Sharon Cresci, MD, professor assistente de medicina.
 

Estudos anteriores já tinham sugerido que parar de fumar, após um enfarte agudo do miocárdio, reduzia o risco de um novo enfarte e morte em geral. Contudo, pouco se sabia sobre outros benefícios para a saúde que podem ter um impacto mais imediato no dia-a-dia das pessoas, fornecendo portanto uma motivação adicional para deixar de fumar.
 

No estudo os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA, analisaram dados de cerca de quatro mil pacientes que participavam em ensaios clínicos de grande dimensão para a investigação de enfarte agudo do miocárdio e sua recuperação. Na altura dos enfartes agudos do miocárdio os pacientes foram classificados como indivíduos que nunca tinham fumado, ex-fumadores que tinham deixado de fumar antes do enfarte ou fumadores ativos. Dos fumadores ativos, 46% deixou de fumar no primeiro ano após o enfarte.
 

O estudo apurou que, os pacientes que nunca tinham fumado tiveram, obviamente, uma melhor recuperação após o enfarte agudo do miocárdio. Contudo, aqueles que pararam de fumar antes do enfarte tiveram uma recuperação semelhante aos indivíduos que nunca tinham fumado. Os pacientes que deixaram de fumar após o enfarte apresentaram um nível de recuperação intermédio, mas bastante melhor que os fumadores ativos, no que diz respeito ao nível de dor torácica e respostas dadas a um questionário de avaliação da saúde mental e qualidade de vida.
 

As melhorias na saúde permanecerem significativas mesmo quando os investigadores tiveram em conta outros fatores que desempenham um papel importante nas medidas de saúde mental e qualidade de vida geral, tais como a depressão pré-existente, outras condições médicas e fatores socioeconómicos.
 

Um dos indicadores mais importantes na recuperação de um enfarte agudo do miocárdio é a frequência e o grau da angina, dor ou sensação de peso no peito que pode irradiar para o braço esquerdo e pescoço, incluindo, por vezes, náuseas e falta de ar.
 

Quando sustentada ao longo de um período de tempo, a angina pode indicar que um indivíduo está a ter um enfarte. Até mesmo episódios intermitentes e breves durante uma caminhada ou a subir umas escadas podem ser alarmantes, reduzindo a qualidade de vida e afetando a saúde mental.
 

"A angina pode ser muito debilitante para os pacientes. Os episódios de angina são assustadores, especialmente quando os pacientes tiveram um enfarte agudo do miocárdio. Os sintomas são um sinal de que o coração não está a receber oxigénio suficiente, o que afeta a qualidade de vida diária das pessoas”, conclui Sharon Cresci.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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