Degenerescência macular associada à idade pode ser atrasada ou impedida

Estudo publicado no “American Journal of Medicine”

12 novembro 2015
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Um fármaco utilizado no tratamento da doença de Parkinson e outras doenças associadas pode atrasar ou impedir a degenerescência macular associada à idade, revela um estudo publicado no “American Journal of Medicine”.
 

A degenerescência macular associada à idade afeta a mácula, uma zona da retina responsável pela visão central. Esta doença é a principal causa de perda de visão em pessoas com mais de 65 anos de idade e é provocada por fatores ambientais, envelhecimento e predisposição genética. Mesmo no caso de não conduzir à cegueira esta doença pode reduzir drasticamente a capacidade de os indivíduos afetados lerem, conduzirem e reconhecerem rostos.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade do Arizona, nos EUA, descobriram uma ligação biológica entre um pigmento escuro nos olhos, conhecido por ser resistente à degenerescência macular associada à idade, e um aumento dos níveis de um químico denominado por L-DOPA nos olhos. Uma vez que o L-DOPA é frequentemente prescrito para os pacientes com doença de Parkinson, os investigadores decidiram analisar se os pacientes que tomavam o L-DOPA estavam protegidos da degenerescência macular associada.
 

Após terem analisado, em várias bases de dados, os registos médicos de pacientes, os investigadores constataram que os indivíduos que tomavam L-DOPA eram menos suscetíveis de desenvolver degenerescência macular associada à idade, e quando este processo ocorria, o início era significativamente atrasado.
 

“Em vez de analisarmos o que pode causar a degenerescência macular associada à idade, resolvemos perceber por que motivo determinados indivíduos estão protegidos da doença. Esta abordagem nunca tinha sido feita anteriormente”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Brian McKay.
 

Estes resultados foram baseados na análise dos registos médicos de 37.000 pacientes. Uma vez que a média de idades dos indivíduos que estavam a tomar L-DOPA era de 67 anos e a média de idades do diagnóstico da degenerescência macular associada à idade era de 71, os investigadores foram capazes de controlar efetivamente os padrões.
 

Estas principais conclusões foram posteriormente confirmadas através da revisão dos dados clínicos de 87 milhões de pacientes. Esta última análise permitiu também concluir que o L-DOPA retardava ou impedia a degenerescência de para a forma "húmida", a forma mais devastadora da doença.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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