Degenerescência macular associada à idade: novos avanços

Estudo publicado na “Cell”

03 maio 2012
  |  Partilhar:

Investigadores americanos dão mais um grande passo no conhecimento da atrofia geográfica, a forma seca da degenerescência macular associada à idade, dá conta um estudo publicado na revista “Cell”.

 

Atrofia geográfica é uma doença oftalmológica que não tem tratamento e que causa a cegueira de milhões de indivíduos devido à morte das células epiteliais pigmentadas da retina.

 

Estudos prévios realizados pelos investigadores da University of Kentucky, nos EUA, revelaram que os olhos dos indivíduos com atrofia geográfica apresentam uma deficiência numa enzima, a DICER1 que causa a acumulação de moléculas de ARN no epitélio pigmentado da retina.

 

Neste estudo levado a cabo pela mesma de investigação foi verificado que quando estas moléculas de ARN se acumulam, despoletam a ativação de um complexo imune conhecido por NLRP3 inflamassoma. Este, por sua vez, conduz à produção de uma molécula, a IL-18 que causa a morte das células epiteliais pigmentadas da retina e a perda de visão como resultado da ativação da proteína MyD88.

 

Os investigadores, liderados por Jayakrishna Ambati, descobriram que a atividade do inflamassoma, da IL-18 e do MyD88 estava aumentada nos olhos dos indivíduos que sofrem de atrofia geográfica. Foi verificado que o bloqueio de todos estes componentes poderia impedir a degeneração da retina em vários modelos experimentais.

 

Os autores do estudo estão assim esperançosos que o bloqueio destas vias de sinalização poderão conduzir a uma nova terapia para a atrofia geográfica, para a qual ainda não existe nenhum tratamento aprovado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.