Definição de hipertensão deve ser revista

Estudo compara tensão arterial de povos indígenas com a de habitantes das cidades modernas

31 janeiro 2006
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Um estudo comparativo da pressão arterial em indivíduos com estilos de vida diferentes sugere que se deve redefinir o diagnóstico da hipertensão. O trabalho, publicado na revista Kidney International, apoiou-se numa comparação de dados das comunidades indígenas Surui e Zoro, do Brasil, e habitantes de grandes cidades norte-americanas). John Forman e Barry Brenner, do Brigham and Women’s Hospital e da Harvard Medical School, em Boston, nos Estados Unidos, referem que se tomarem como normais os valores de pressão arterial de comunidades indígenas, a maioria dos norte-americanos sofre de hipertensão e deveria ser tratada. Para explicar os baixos valores de pressão arterial nas comunidades indígenas, Forman e Brenner recorreram à “hipótese dos genes económicos", a qual diz que o genoma humano evoluiu para poupar energia: um metabolismo lento – que, entre outros factores, mantém baixa a tensão arterial. O contrário acontece em indivíduos das grandes cidades modernas, com o mesmo genoma, mas que comem em excesso. Independentemente de se verificar esta hipótese, os cientistas salientam que se tornou agora obsoleto falar de uma pressão arterial normal, utilizada como valor comparativo no diagnóstico, e que isso não significa estar isento de risco. Fonte: Público MNI- Médicos Na Internet

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