Deficientes mentais têm dificuldade em perceber emoções

Estudo português inédito apresentado na University of Pennsylvania

09 junho 2006
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Os deficientes mentais têm dificuldade em identificar as emoções básicas dos outros através das suas expressões faciais, uma descoberta que poderá implicar alterações nas práticas educacionais destas pessoas, disse o autor do estudo, director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab), Freitas-Magalhães.
 

 

Segundo o estudo ainda em curso, mas inédito a nível mundial, os dados preliminares revelam que "os deficientes mentais têm défices cognitivos na identificação das emoções básicas" - a alegria, a tristeza, a surpresa, o medo, a cólera e a aversão.
 

 

O mesmo trabalho, apresentado esta semana numa conferência realizada na University of Pennsylvania, Filadélfia, EUA, aborda a deficiência mental ligeira, moderada, severa e profunda e indica que "quanto mais aumenta o nível da deficiência, mais aumenta a dificuldade em identificar as emoções básicas", acrescentou.
 

 

Para o autor do estudo, estas revelações podem ter implicações práticas na forma como se reeduca crianças com deficiências mentais, já que demonstram que estas podem interpretar mal a reacção de um colega ou de um educador.
 

 

Nessa medida, "importa ver até que ponto é possível alterar as práticas educacionais e ajudar um deficiente a ter outro tipo de atitude, interpretando bem as expressões faciais de quem trabalha com eles, afirmou Freitas-Magalhães.
 

 

Fontes: Lusa e Diário de Notícias
 

MNI- Médicos na Internet
 

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