Deficiência de ferro na gravidez associada a risco de autismo nas crianças

Estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”

23 setembro 2014
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As mães de crianças com autismo são menos propensas a terem tomado suplementos de ferro antes e durante a gravidez comparativamente com as mães cujos filhos tiveram um desenvolvimento normal, refere um estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”.
 

Para o estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, contaram com a participação de 520  mães de crianças com autismo e de 346 mães cujos filhos tinham tido um desenvolvimento normal.
 

Os investigadores analisaram a ingestão de ferro entre as participantes, incluindo o consumo de vitaminas, outros suplementos nutricionais, ingestão de cerais ao pequeno-almoço, ao longo dos três meses que antecederam o parto e durante os meses de amamentação. O consumo diário de ferro foi monitorizado, tendo em conta sua frequência, dose e marcas de suplementos que consumiam.
 

O estudo apurou que um baixo consumo de ferro estava associado a um risco cinco vezes maior de as crianças desenvolverem autismo caso a mãe tivesse mais de 35 anos no momento do parto ou se sofresse de condições metabólicas como obesidade, hipertensão e diabetes.
 

Os investigadores também constataram que a associação entre um baixo consumo de ferro e um aumento do risco de autismo foi mais forte durante a amamentação, após terem tido em conta o consumo de ácido fólico.
 

“A carência de ferro é a deficiência nutricional mais comum, especialmente durante a gravidez, afetando 40 a 50% das mulheres e dos seus filhos. O ferro é um nutriente essencial para o desenvolvimento precoce do cérebro, contribuindo para a produção de neurotransmissores, mielinização e função imune. Estas três vias estão associas ao autismo”, revelou, em comunicado de imprensa, um das autoras do estudo, Rebecca J. Schmidt.
 

A investigadora acrescenta que apesar da deficiência em ferro ser muito comum, especialmente entre as mulheres com condições metabólicas, é necessário encarar estes resultados com alguma prudência e esperar que este estudo seja replicado.
 

Até lá, Rebecca J. Schmidt aconselha as mulheres a tomarem vitaminas durante a gravidez de acordo com a dose diária recomendada. Na presença de efeitos secundários, o médico deve ser consultado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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