Deficiência de ácido fólico e vitamina B12 ligada a depressão

Estudo publicado no “Journal of Affective Disorders”

29 novembro 2012
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Um estudo conduzido no âmbito de um programa finlandês de prevenção da diabetes tipo 2 demonstrou que um baixo nível de ácido fólico e de vitamina B12 está associado a um maior risco de sintomas melancólicos depressivos.

 

O ácido fólico é uma vitamina que ajuda na produção de químicos que controlam as funções cerebrais, tal como estado de humor, sono e apetite. Esta vitamina está presente em vegetais de folhas verdes. A vitamina B12 desempenha um papel essencial na formação de glóbulos vermelhos, funções cerebrais e sistema nervoso.

 

Os sintomas típicos da depressão estão associados à chamada depressão melancólica. Por outro lado, a depressão não-melancólica pressupõe outro tipo de sintomas que passam pela ansiedade, sentimentos de preocupação e baixa autoestima.

 

A investigação, que teve por base 3000 finlandeses de meia-idade e idosos, sugere que a depressão melancólica e não-melancólica são provavelmente subtipos depressivos que não têm as mesmas causas relativamente à dieta e pró-inflamação. Esta foi a primeira vez que se estudou estes dois subtipos separadamente.

Os resultados do estudo demonstraram que nos participantes com os maiores níveis de ácido fólico a ocorrência do risco de depressão melancólica era 50%menor comparativamente aos que apresentavam os níveis mais baixos.

 

Por outro lado, os participantes com os níveis mais elevados de vitamina B12 apresentavam um risco três vezes menor de apresentarem sintomas depressivos melancólicos em relação àqueles com os níveis mais reduzidos.

 

Os investigadores não conseguiram encontrar associações semelhantes relativamente aos sintomas de depressão não-melancólica. No entanto, os pacientes com depressão não-melancólica apresentavam um risco duas vezes maior de síndrome metabólico comparativamente com os que não apresentavam este tipo de sintomas depressivos.

 

Jussi Seppäla, médico e diretor do departamento de psiquiatria do South-Savo Hospital District, na Finlândia, explica que “esta descoberta tem implicações de ordem prática no tratamento de pacientes com depressão. Por exemplo, deve-se evitar medicação que cause aumento de peso em pacientes com depressão não melancólica, as passo que os sintomas depressivos melancólicos poderão exigir um maior cuidado em relação à qualidade da dieta do paciente”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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