Declínio cognitivo pode começar aos 45 anos

Estudo publicado no “British Medical Journal”

10 janeiro 2012
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A capacidade de memória, raciocínio e compreensão (função cognitiva) podem começar a deteriorar-se a partir de 45 anos, de acordo com um estudo publicado no “British Medical Journal”.

 

Estudos anteriores tinham indicado que o declínio cognitivo só começava a partir dos 60, mas esta visão não é universalmente aceite.

 

De acordo com os investigadores, liderados por, Archana Singh-Manoux, da University College of London, no Reino Unido, “compreender o envelhecimento cognitivo será um dos desafios deste século". É importante investigar a idade em que começa o declínio cognitivo, pois as intervenções médicas são mais eficazes quando os indivíduos começam a sentir uma diminuição nas suas capacidades mentais.

 

Assim, os investigadores acompanharam, durante mais de 10 anos, 5.198 homens e 2.192 mulheres com idades compreendidas entre os 45 e os 70 anos. As funções cognitivas dos participantes foram avaliadas em três momentos distintos, durante o período de acompanhamento. Os participantes foram submetidos a testes para avaliação da sua memória, vocabulário, capacidades de compreensão auditiva e visual. Estes últimos testes incluíram recordar, o quanto possível, por escrito as palavras iniciadas por “S”(fluência fonémica) e nomes de animais (fluência semântica).

 

Os investigadores verificaram que, ao longo do tempo, os resultados dos testes que avaliaram a função cognitiva dos pacientes decaíram. Este declínio foi mais rápido para os participantes mais velhos.

 

O estudo revelou também que a capacidade de raciocínio dos homens diminui 3,6% para os que tinham entre 45 e 49 anos de idade e 9,6% para os que tinham entre 65 e 70 anos. No caso das mulheres e para as mesmas faixas etárias o declínio foi de 3,6 e 7,4%, respetivamente.

 

Os autores do estudo alegam que agora existem  evidências científicas que provam que o declínio cognitivo começa antes dos 60 anos e que este fato tem implicações importantes. Os investigadores chamam a atenção para a importância da promoção de uma vida saudável, particularmente a saúde cardiovascular, dado que há cada vez mais evidências que “o que é bom para o coração também o é para o nosso cérebro”.

 

Acompanhar de perto os pacientes que apresentam mais do que um fator de risco para doenças cardiovasculares pode não só proteger o seu coração mais também protegê-los contra o desenvolvimento de demência, acrescentam ainda os autores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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