Declaração europeia dos direitos do paciente com cancro

Desigualdades entre países europeus na abordagem à doença

07 fevereiro 2014
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Foi publicada no dia em que se assinala Dia Mundial do Cancro, 4 de fevereiro, a Declaração Europeia dos Direitos do Paciente com Cancro.
 

O trabalho colaborativo de 17 países europeus e de cerca de 1000 organizações para o cancro incidiu nas diferenças dos cuidados recebidos pelos pacientes oncológicos nos vários países europeus. A declaração produzida foi apresentada no Parlamento Europeu em Estrasburgo no Dia Mundial do Cancro.
 

O cancro é agora a principal causa de morte prematura em 28 dos 53 países da Europa, tendo ficado à frente das doenças cardiovasculares. Só em 2012 foram diagnosticadas 3,45 milhões de pessoas com cancro na Europa, e no mesmo ano faleceram 1,75 milhões de pessoas desta doença. Isto representa três mortes a cada minuto devido à doença.
 

Se a população europeia continuar a envelhecer e não se implementarem estratégias de tratamento e prevenção eficientes para a doença, prevê-se que o número de mortes por cancro ascenda a uma morte a cada 10 segundos na Europa.
 

Um artigo publicado na revista científica “The Lancet Oncology” avaliava que o custo do cancro em 2009 na União Europeia tinha ascendido a 126 mil milhões de euros. Este cálculo incluía o custo de cuidados de saúde oncológicos prestados, incluindo fármacos, o custo de perdas de produtividade devido a morte prematura e às pessoas não poderem trabalhar devido à doença, e o custo de cuidados informais prestados por familiares e amigos.
 

Os especialistas que elaboraram o documento apontam que existem desigualdades na forma como o cancro é abordado nos diferentes países da Europa. A Holanda e a França são apontadas como dois bons exemplos de boas práticas relativamente ao diagnóstico, prevenção e tratamento precoce. Como tal, os especialistas apelam aos responsáveis nos países europeus que realizem alterações eficientes na prestação de cuidados nas doenças oncológicas.
 

A Declaração Europeia dos Direitos do Paciente com Cancro assenta, assim, em três princípios fundamentais: o Artigo Primeiro refere-se ao direito que cada cidadão europeu tem de poder receber informação o mais fidedigna possível e de estar envolvido nos seus próprios cuidados de forma proactiva.
 

O Artigo Segundo aborda o direito dos cidadãos a cuidados especializados de qualidade, de forma atempada, e que sejam sustentados por pesquisa e inovação.
 

Finalmente, o Artigo Terceiro diz respeito ao facto de o paciente ter o direito de receber cuidados no âmbito de um sistema que assegure resultados melhorados, a reabilitação do paciente, uma melhor qualidade de vida e cuidados de saúde financeiramente acessíveis.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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