Decifrar o genoma do arroz

Cientistas de todo o mundo aliam-se para descodificação

13 novembro 2002
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Uma centena de cientistas de todo o mundo decidiu em Camberra, Austrália, trabalhar em conjunto na descodificação de cada um dos 40.000 genes que se calcula que tenha o arroz.
 

 

O acordo foi alcançado no âmbito de um encontro científico que decorre na capital australiana sob o tema "Máquina genética do arroz global".
 

 

"Os avanços que conseguirmos na identificação da função de cada gene serão importantes para nos ajudar a desenvolver melhores variedades em termos nutritivos e cultivos mais resistentes às temperaturas e às pragas", explicou Liz Dennis, directora do Programa da Organização Australiana para a Investigação Científica e Tecnológica (CSIRO, sigla em inglês).
 

 

Os trabalhos partirão do primeiro esboço da sequência genética do arroz anunciada em Abril de 2000 e de todos os progressos conseguidos desde então.
 

 

Os genes do arroz que venham a ser identificados servirão ainda, dado que o arroz é considerado um grão modelo, para desenhar uma sequência genética dos cereais em geral, que permitirá melhorar a produção de outros tipos de colheitas.
 

 

"O grão de arroz, ao contrário, por exemplo, do grão de trigo, tem menos ADN, apesar de ter o mesmo número de genes, tornando-se mais fácil trabalhar com ele e sendo os resultados aplicáveis a outros grãos, o que abre variados campos de investigação", indicou Dennis.
 

 

O encontro, que terminou ontem após dois dias de trabalhos, contou com representantes de todo o mundo, dos quais Dennis destacou os do Japão, França, Coreia do Sul e Taiwan pelos seus avanços neste domínio.
 

 

O arroz e outras 63 espécies estão protegidas desde Novembro de 2001 como património de vital importância para a Humanidade, através de um tratado internacional sobre conservação de recursos genéticos na agricultura subscrito por 50 nações.
 

 

Fonte: Lusa
 

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