Dar medicação em colher aumenta risco de sobredosagem na criança

Estudo publicado no “International Journal of Clinical Practice”

21 julho 2010
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Dar a medicação à criança usando as colheres domésticas aumenta significativamente o risco de sobredosagem, alertam especialistas gregos num estudo publicado no “International Journal of Clinical Practice”.

 

Ao avaliarem 71 colheres de chá e 49 colheres de sopa de 25 famílias gregas, investigadores do Instituto Alfa de Ciências Biomédicas, na Grécia, verificaram que a capacidade das colheres de chá variava entre 2,5 ml e 7,3 ml, enquanto a capacidade das colheres de sopa variava entre 6,7 ml e 13,4 ml.

 

De acordo com o estudo, estas diferenças de capacidade são tão grandes que, ao usarem uma colher de chá, os pais podem estar a administrar à criança uma quantidade de remédio 192% superior à administrada com outra colher do mesmo tipo. Quanto às colheres de sopa, as diferenças podem rondar os 100%.

 

“As variações entre as medidas das colheres são consideráveis e, em alguns casos, não têm relação com as colheres calibradas incluídas em muitos medicamentos infantis disponíveis no mercado”, destacou à EurekAlert, o líder da investigação, Matthew Falagas.

 

Além disso, quando pediram aos pais para que medissem 5 ml de medicamento líquido com uma colher calibrada, os investigadores notaram que quase todos colocavam entre 4,8 ml e 4,9 ml de medicamento na colher.

 

Para evitar a sobredosagem, os cientistas aconselham os pais a utilizarem seringas para administrar os medicamentos líquidos às crianças, dado que, além da segurança de estarem a fazer uma medição exacta, também evitam que o medicamento se entorne.

 

Ao contrário do que acontece nos adultos, as doses infantis são calculadas (e ajustadas) de acordo com a idade e o peso da criança, tornando-as, por isso, mais vulneráveis a possíveis erros. Por esta razão, os investigadores aconselham os pais a usarem seringas, que, segundo explicam, “são de baixo custo, estão disponíveis nas farmácias, são fáceis de usar e dão aos pais uma maior confiança de que estão a administrar a dosagem correcta”.

 

Embora os adultos não enfrentem os mesmos níveis de risco das crianças, os autores também sugerem que evitem usar colheres domésticas para medir a dose de medicamento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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