Dar mais importância à dor

Obrigatório hospitais registarem intensidade da dor dos doentes

15 junho 2003
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A partir de sábado, os doentes internados nos hospitais passam a ver registada a intensidade da dor que sentem, uma medida que os especialistas saúdam como forma de dar visibilidade ao sintoma, essencial para a «humanização dos cuidados».
 

 

A informação foi avançada à Lusa por José Castro Lopes, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), para quem a medida, aprovada pelo Ministério da Saúde, «é importante [para] tornar a dor visível» e levar o doente a fazer algo que ainda receia, que é «dizer que lhe dói».
 

 

O registo da dor nas unidades hospitalares passa a ser assim o quinto sinal vital medido diariamente, a par da temperatura corporal e das frequências cardíaca e respiratória.
 

 

O Plano Nacional de Luta contra a Dor, criado em 1999 e apresentado em 2001 pelo último ministro socialista, António Correia de Campos, e que prevê, até 2007, que 72 hospitais portugueses estejam equipados com unidades de dor, vocacionadas para o tratamento da dor crónica, está em avaliação para se apurar o seu desenvolvimento.
 

Em 1999, apenas 16 por cento dos hospitais públicos estavam equipados com este serviço.
 

 

Também a recente criação de 31 hospitais sociedades anónimas levanta receios à APED, que admite prejuízos para o plano, devido à transferência de recursos humanos das unidades de dor para os blocos operatórios, para recuperar das listas de espera.
 

 

Fonte: Lusa
 

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