Danos nos órgãos causados pela pancreatite: identificado possível tratamento

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

14 janeiro 2016
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Investigadores do Reino Unido descobriram um medicamento experimental que protege contra os danos nos órgãos causados pela pancreatite aguda, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Medicine”.
 
A pancreatite aguda é causada por uma reação inflamatória severa no pâncreas, que normalmente é desencadeada por cálculos biliares ou consumo excessivo de álcool. 
 
A maioria dos pacientes afetados por esta condição são internados no hospital, mas recuperam sem qualquer tratamento especializado. No entanto, um em cada cinco pacientes desenvolve complicações potencialmente mortais que necessitam de cuidados intensivos. Estes pacientes podem necessitar de suporte respiratório, alimentação através de uma sonda e, por vezes, diálise renal e um em cada cinco acaba por falecer.
 
Caso a inflamação que afeta o pâncreas se dissemine para órgãos vitais como pulmões, rins e intestino estes podem entrar em falência. Atualmente, a única forma de tratar a insuficiência dos órgãos causa pela pancreatite aguda é através do suporte das funções do organismo, na esperança que a inflamação se resolva.
 
Os investigadores da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, já tinham previamente constatado que uma enzima, denominada por KMO, alimentava a inflamação associada à condição.
 
Neste estudo os investigadores tentaram identificar, conjuntamente com os investigadores da GlaxoSmithKline, um composto químico capaz de bloquear a ação da KMO. Através de experiências realizadas em ratinhos, verificou-se que a adoção desta abordagem acalmava a inflamação na pancreatite aguda e protegia contra a insuficiência de múltiplos órgãos.
 
“A pancreatite aguda é um problema de saúde muito importante e uma das doenças mais terríveis que qualquer pessoa pode sofrer. Embora saibamos que há ainda muito trabalho a fazer antes dos ensaios clínicos poderem confirmar se os inibidores da KMO são eficazes em seres humanos com pancreatite ou não, estamos muito entusiasmados por termos este novo medicamento promissor e a oportunidade de verificar se este pode fazer uma diferença real nos pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos líderes do estudo, Damian Mole. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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