Dados sobre a prática da IVG em Portugal

Números do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva

14 novembro 2007
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Nos primeiros três meses de aplicação da lei, até 19 de Outubro, foram feitos 2404 abortos. Cerca de 60% fizeram-se recorrendo ao método químico (comprimidos) e os restantes ao método cirúrgico, informa o coordenador nacional do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva, Jorge Branco.
 

 

O presidente do colégio de especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos, Luís Graça, afirma que esta média está inflacionada pela Clínica dos Arcos, onde se faz "um terço dos abortos", e que só recorre ao método cirúrgico. Por exemplo, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde dirige o serviço de Ginecologia, o método químico foi responsável por 94% das IVG. No Garcia de Orta (Almada), este número também ronda os 90%, explica o director do serviço de ginecologia, Manuel Hermida.
 

 

São poucas as mulheres que desistem da IVG após os três dias de reflexão, mas são quase 10% na Maternidade de Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, nota Jorge Branco, que é director da unidade. Também são muito poucas as grávidas que pedem apoio psicológico, nota Manuel Hermida: menos de 1%. O responsável sublinha que não só a maioria das grávidas não requer aconselhamento fora da consulta como, para muitas, os três dias de reflexão são "perturbadores". "Querem despachar porque a decisão está tomada, conscientemente", diz Manuel Hermida.
 

 

Fontes: Lusa e Público
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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