Dadores de rins não têm maior taxa de mortalidade

Estudo publicado no JAMA

17 março 2010
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Os dadores de rins têm uma esperança de vida igual à dos que tem os dois rins, revela um estudo norte-americano publicado no “Journal of the American Medical Association” (JAMA).

 

Investigadores da Johns Hopkins University, nos EUA, avaliaram uma média de seis anos de registos clínicos de 80 mil pessoas que doaram um dos seus rins, a maioria a um familiar. De 10 mil pacientes, os investigadores conseguiram recolher dados de mais de 12 anos. Verificaram que o risco de morte no período era praticamente o mesmo que ocorria na população geral.

 

O estudo, liderado por Dorry Segev, mostra que, nos primeiros 90 dias após a cirurgia, apenas 3,1 em cada 10 mil dadores sofreram complicações fatais. Intervenções comuns, como a remoção da vesícula biliar, apresentam um risco associado seis vezes maior.

 

Nos anos seguintes, esse risco torna-se tão baixo quanto o de pessoas que não passaram pela cirurgia.

 

Embora os investigadores não tenham estudado especificamente as causas de morte, sabe-se que as complicações da remoção de um rim podem incluir hemorragia intensa, reacção à anestesia, coágulos sanguíneos, ou seja, mais ou menos as mesmas que podem ocorrer com qualquer cirurgia.

 

De acordo com os investigadores, este estudo vem reforçar dados de investigações anteriores de que a doação de rins é segura e não comporta tantos riscos de morte como se acreditava, factor importante para que aumente o número de dadores vivos de órgãos.

 

As estatísticas indicam que são realizados, nos EUA, cerca de 17 mil transplantes renais por ano, sendo que 6 mil são de dadores vivos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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